Jornal da Band

Polícia prende atirador de atentado contra família em São Paulo

Rafael Rosa da Silva foi capturado quase um ano após o crime; alvo era analista financeiro que denunciou desvio de R$ 800 mil na Unimed Nacional

IGOR CALIAN

17/11/2025 • 20:20 • Atualizado em 17/11/2025 • 20:20

A Polícia Civil de São Paulo prendeu o atirador responsável por disparar contra o carro de uma família na capital paulista em 14 de dezembro do ano passado. O crime, ocorrido há quase um ano, tinha como alvo uma analista financeiro que denunciou uma colega de trabalho por suspeita de desvio de dinheiro na Unimed Nacional.

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O atirador, identificado como Rafael Rosa da Silva, foi preso em São Paulo. Ele foi surpreendido pela polícia em um baile funk e, após passar por audiência de custódia, teve a prisão preventiva mantida. O suspeito tem uma extensa ficha criminal, com passagens por roubo, porte de arma, receptação e homicídio.

O alvo do ataque era uma mulher que trabalhava como analista financeiro na Unimed Nacional, em São Paulo. A vítima sobreviveu, mas se recupera das sequelas dos ferimentos.

Ataque a tiros e esquema de desvio

O atentado ocorreu quando o carro da família estava estacionado. Um outro veículo parou no meio da rua, e um homem encapuzado e mascarado desceu. O criminoso, que agiu à queima-roupa, disparou onze vezes contra a mulher que estava no banco do carona, atingindo-a com sete tiros. O marido da vítima também foi atingido de raspão, e o filho de dez anos, que estava no banco de trás, não se feriu.

Rafael Rosa da Silva e um comparsa, que dirigia o carro no momento do crime e que ainda está sendo procurado pela polícia, teriam sido contratados para matar a vítima.

O ataque foi motivado por uma denúncia de desvio de dinheiro que a analista financeira havia feito à chefia da Unimed Nacional. A vítima identificou transferências que totalizavam mais de R$ 800 mil para uma conta em nome de uma empresa chamada "CGAS Fundo de Investimentos".

A denúncia apontava para a colega de trabalho Bruna Perugine Teixeira, responsável pelos repasses. Para a polícia, Bruna é a mandante do crime. A acusada está foragida e, após o atentado, chegou a gravar um vídeo para a vítima.

Além de Bruna Perugine, o contador Danilo Araujo de Souza também está foragido e teria participado do esquema. As investigações indicam que o desvio total de dinheiro pode chegar a quase R$ 5 milhões.

A polícia agora segue as pistas para localizar o motorista do veículo usado no ataque e os foragidos Bruna Perugine Teixeira e Danilo Araujo de Souza.

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