Jornal da Band

Polícia prende quadrilha que furtava SUVs para trocar por armas no Paraguai

Criminosos utilizavam tecnologia para destravar veículos de luxo, que eram enviados para comunidades e depois cruzavam a fronteira

MARIENE LINO

07/01/2026 • 19:54 • Atualizado em 07/01/2026 • 19:54

Polícia prende quadrilha que furtava SUVs para trocar por armas no Paraguai

Polícia prende quadrilha que furtava SUVs para trocar por armas no Paraguai

Reprodução/Jornal da Band

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticula uma quadrilha especializada no furto de veículos utilitários esportivos (SUVs) destinados ao tráfico internacional de armas e drogas. Segundo as investigações, o grupo criminoso possui uma estrutura organizada com divisão de tarefas, que abrange desde o monitoramento de alvos em potencial até a execução final do crime.

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Imagens de segurança flagraram a atuação dos criminosos: enquanto um suspeito se aproxima e abre um SUV branco estacionado com facilidade, um comparsa em uma moto vigia o entorno para garantir a fuga. Para realizar os furtos, os criminosos utilizam equipamentos de alta tecnologia, como decodificadores e emuladores de chave comprados pela internet.

Logística do crime e envio para o Paraguai

A quadrilha foi responsável pelo furto de mais de 170 carros de grande porte desde outubro do ano passado. O esquema logístico consistia em levar os veículos para comunidades dominadas pela facção Comando Vermelho. Nesses locais, os automóveis eram clonados antes de serem enviados para o Paraguai, onde serviam como moeda de troca por armamentos e entorpecentes.

Além do envio para o exterior, uma parte dos veículos era desmontada para que as peças fossem comercializadas pela própria facção criminosa. Interceptações de mensagens revelaram a negociação de um dos carros roubados por R$ 12 mil, evidenciando o caráter comercial da operação ilícita.

Os dois homens presos na operação, identificados pelos apelidos de Pitoco e Coxinha, respondem agora pelos crimes de tentativa de furto qualificado e associação para o tráfico de drogas. A polícia segue com as investigações para identificar outros integrantes da rede e possíveis compradores dos veículos clonados.

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