A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante dois homens que integravam uma quadrilha especializada no furto de cabos de energia. O grupo utilizava uniformes falsos de uma concessionária de energia e veículos caracterizados para realizar o crime à luz do dia, simulando manutenções de rotina em vias públicas.
A ação criminosa foi interrompida durante uma operação policial que monitorava os suspeitos. Na tentativa de abordagem, o motorista do caminhão utilizado pelo bando tentou atropelar os agentes para fugir, mas foi contido. Outros quatro integrantes do grupo já foram identificados e são procurados pelas autoridades.
O modus operandi da quadrilha
Os criminosos agiam com ousadia em calçadas movimentadas da capital fluminense. Para evitar suspeitas de pedestres e da polícia, o grupo chegava a isolar áreas com cones e fitas de sinalização, simulando um canteiro de obras oficial.
Com o auxílio de um caminhão, eles abriam buracos no asfalto e utilizavam a força do veículo para arrancar grandes extensões de cabos subterrâneos. Em depoimento, os detidos confessaram que o material seria vendido em ferros-velhos da região. Os presos devem responder pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa e por se passarem por funcionários públicos ou de concessionárias de serviço essencial.
Impacto nos serviços públicos e hospitais
O furto de cabos de energia e de telecomunicações tornou-se um problema crítico de segurança pública e infraestrutura no Rio de Janeiro. Segundo informações do Jornal da Band, esse tipo de crime afeta diretamente o funcionamento de linhas de trens, metrô e semáforos, além de comprometer a iluminação pública.
O delegado Ricardo Barboza explica que a investigação entra agora em uma nova fase. O objetivo da "Operação Blackout" é identificar os receptadores que compram o cobre extraído da fiação, visando desarticular o braço financeiro da organização.
"O próximo passo é confirmar e identificar os receptadores desses produtos, porque só assim, cessando essa cadeia criminosa, nós iremos cessar esse crime", avalia Ricardo Barboza.
Prejuízos milionários e apagões
Somente no ano passado, a concessionária de energia que atua no Rio de Janeiro registrou um prejuízo superior a R$ 35 milhões devido ao vandalismo e furtos de componentes da rede elétrica.
Além do prejuízo financeiro, a prática gera transtornos sociais graves. No início deste mês, um furto de cabos deixou o bairro de Copacabana sem luz por mais de 70 horas. A interrupção do fornecimento de energia coloca em risco, inclusive, o funcionamento de hospitais e unidades de pronto atendimento que dependem da rede estável para equipamentos de suporte à vida.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
