
Alimentos em Gaza
REUTERS/Hatem Khaled
Depois da pressão internacional denunciando o massacre e a situação de fome extrema em Gaza, Israel decidiu agir. Nesta terça-feira (27), colocou em ação um novo plano para distribuir alimentos aos civis palestinos.
Israel contratou empresas para entregar os alimentos. A ideia era afastar o Hamas da função e organizar a doação por famílias. Mas as imagens mostram outro cenário: desorganização e desespero. Milhares de pessoas correndo pra conseguir uma caixa com mantimentos.
A quantidade foi longe de ser suficiente, muitos ficaram sem. Quem conseguiu tem alimentos para poucos dias. Na caixa tem biscoito, massa, açúcar, óleo, farinha e alguns enlatados.
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o novo plano de ajuda criado por Israel, com apoio dos Estados Unidos, é uma distração. Em vez de abrir as fronteiras para a entrada real de suprimentos, aposta-se em uma iniciativa privada, fora dos canais oficiais. A maioria das agências humanitárias se recusou a participar.
Do lado de fora, a cena é revoltante: mais de três mil caminhões parados, lotados de alimentos, vacinas, remédios - enquanto crianças morrem de fome. Muitos desses carregamentos já estão com validade prestes a expirar.
O Programa Mundial de Alimentos lançou um alerta: 66 mil crianças palestinas estão em estado de desnutrição aguda. Isso não é uma crise. É uma sentença de morte.
Já são 600 dias de massacre. Desde outubro de 2023, mais de 54 mil palestinos foram mortos nos bombardeios israelenses, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Entre os mortos, milhares de crianças.
Condenações vêm até de Israel
O ex-primeiro-ministro Ehud Olmert declarou que o país está cometendo crimes de guerra na Faixa de Gaza. E denunciou o que chamou de "matança indiscriminada" de civis palestinos.
Entre as vítimas recentes está Yaqeen Hammad, de apenas 11 anos, a mais jovem influenciadora digital de Gaza. Conhecida por seus vídeos com dicas de sobrevivência em meio à guerra.
Na sexta-feira, ela foi morta durante um ataque aéreo israelense que atingiu sua casa, em Deir al Balah. A notícia de sua morte provocou uma onda de comoção nas redes sociais. Seguidores e ativistas destacaram sua coragem e generosidade.
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