Jornal da Band

Pré-candidatos à Presidência articulam alianças e respondem a polêmicas

Lula articula chapa para São Paulo, enquanto adversários focam em estratégias regionais e rebatem críticas para buscar crescimento nas pesquisas

Da redação
DA REDAÇÃO

24/06/2026 • 22:28 • Atualizado em 24/06/2026 • 22:28

A movimentação dos pré-candidatos à Presidência da República seguiu nesta quarta-feira (24), com foco em costuras políticas e estratégias para ganhar espaço na corrida eleitoral. No Palácio da Alvorada, Lula dedicou o dia a reuniões de articulação política.

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Após retornar de agendas em São Paulo e no Rio de Janeiro, o petista recebeu o senador Jaques Wagner e os ex-ministros Fernando Haddad e Márcio França. O principal objetivo das conversas é definir a composição da chapa ao governo de São Paulo, ponto central para a estratégia eleitoral do PT no estado.

Movimentações e críticas no campo antipetista

Renan Santos, pré-candidato pelo Missão, concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo e afirmou estar confiante na possibilidade de atrair eleitores que hoje apoiam Flávio Bolsonaro. Segundo Renan, a migração de votos deve ocorrer naturalmente à medida que a candidatura de Bolsonaro se mostrar inviável contra Lula.

Se eu busco os 10%, e dado que Flávio Bolsonaro é um candidato inviável contra o Lula, haverá naturalmente uma migração de votos para o terceiro colocado viável no campo antipetista. Então, é uma questão de demonstrar essa viabilidade: chegar nesses 10%, declarou Renan.

Já Romeu Zema, pré-candidato do Novo, evitou compromissos públicos nesta quarta-feira. O ex-governador de Minas Gerais comentou sobre o desgaste político provocado por suas críticas recentes a Flávio Bolsonaro, especialmente em relação aos vínculos do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro. Zema admitiu a existência de "ruído" com o PL, mas descartou mudanças em seu tom de campanha.

Sempre há ruído, né? Muitas vezes a campanha de alguém não caminha exatamente da forma que outro candidato quer, pontuou Zema sobre a relação com o partido de Bolsonaro.

Uso de tecnologia e viagens regionais

A tecnologia também foi pauta no cenário político. Flávio Bolsonaro utilizou inteligência artificial para produzir um vídeo em que "resgata" o atacante Neymar para a disputa da Copa do Mundo. A peça publicitária foi uma resposta direta a um comentário feito pelo presidente Lula, que, na semana passada, durante evento em Minas Gerais, ironizou a ausência do jogador chamando-o de "jogador home-office".

Enquanto isso, o pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, mantém a agenda focada no Nordeste. Em viagem a Pernambuco, Caiado cumpre uma série de entrevistas em emissoras de rádio locais, buscando ampliar sua base de apoio regional e consolidar sua plataforma de campanha fora do seu reduto eleitoral.