Jornal da Band

Pré-candidatos miram segurança e minerais em dia de agendas estratégicas

Flávio lança aliado ao Senado no Ceará em meio a racha com Michelle, enquanto Lula reúne ministros e empresários para discutir minerais estratégicos

Da redação
DA REDAÇÃO

10/07/2026 • 21:01 • Atualizado em 10/07/2026 • 21:01

Os principais pré-candidatos à Presidência tiveram agendas voltadas a temas estratégicos nesta sexta-feira (10). O senador Flávio Bolsonaro (PL) esteve em Fortaleza para lançar um aliado ao Senado em meio ao desgaste com Michelle Bolsonaro, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu ministros e empresários para discutir um plano nacional de minerais estratégicos.

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Em Fortaleza, Flávio participou à noite do lançamento da pré-candidatura de Alcides Fernandes (PL) ao Senado pelo Ceará. A escolha partiu do próprio senador e ocorre em meio a uma crise interna no partido.

Fernandes substitui a deputada federal Priscila Costa (PL), defendida por Michelle Bolsonaro para a disputa – mudança anunciada dias após a ex-primeira-dama divulgar um vídeo que questionava a decisão da legenda no estado.

O episódio aprofundou o desgaste entre Michelle e Flávio, agravado pela aliança do PL com o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB. O acordo entre as legendas prevê que o PL indique apenas um nome ao Senado na chapa estadual, abrindo mão da segunda vaga.

Antes do evento, Flávio visitou uma área da capital cearense onde, segundo relatos, moradores teriam sido expulsos por facções criminosas. O senador criticou a atuação do crime organizado e afirmou que parte do território está sob domínio desses grupos.

"O Brasil tem hoje um grande problema com a atuação de facções narcoterroristas, que estão simplesmente dominando territórios. Este aqui é mais um território que eles dominaram há um tempo e está simplesmente abandonado hoje em dia. Virou um bairro fantasma", afirmou.

Apesar de manter a pré-candidatura ao Palácio do Planalto, o senador enfrenta dificuldades para ampliar alianças nacionais. A federação União Brasil-PP sinalizou que não deve apoiá-lo no primeiro turno.

Em Brasília, Lula reuniu ministros e representantes do setor privado para discutir a criação de uma política nacional voltada aos minerais estratégicos. A proposta busca ampliar investimentos no setor e posicionar o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de produtos de maior valor agregado, reduzindo a dependência da exportação de matéria-prima.

Segundo o governo, o plano deve ser apresentado após a aprovação do marco legal sobre o tema, atualmente em discussão no Congresso. Durante o encontro, Lula afirmou que o país pretende disputar espaço no mercado internacional, hoje liderado pela China.

"Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a ficar preocupado com o Brasil. Nós vamos ser detentores de fazer as mesmas coisas ou mais qualificadas que os chineses fazem. Nós não queremos ser vendedores de matéria-prima. Nós queremos ser exportadores de inteligência e de conhecimento", declarou.

No Rio de Janeiro, Ronaldo Caiado (PSD) participou de reunião com representantes do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Na agenda, voltou a defender o combate ao crime organizado como uma das prioridades de um eventual governo federal. Segundo o pré-candidato, a experiência à frente do governo de Goiás servirá de referência para enfrentar a violência em comunidades dominadas por facções.

Já Romeu Zema (Novo) permaneceu em Belo Horizonte, onde se reuniu pela manhã com o governador mineiro Mateus Simões (PSD), seu ex-vice, que terá o apoio do partido nas eleições estaduais de outubro. Renan Santos (Missão) não teve compromissos públicos divulgados nesta sexta.