Jornal da Band

Presidente do fundo de previdência do Amapá pede demissão; entenda

Jocildo Lemos, indicado por Davi Alcolumbre, é investigado por aplicar R$ 400 milhões no Banco Master; TCU limita acesso do BC a processo de fiscalização

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

11/02/2026 • 20:20 • Atualizado em 11/02/2026 • 20:20

Presidente do fundo de previdência do Amapá pede demissão; entenda

Presidente do fundo de previdência do Amapá pede demissão; entenda

Reprodução/Jornal da Band

O presidente do Fundo de Previdência do Amapá (Amprev), Jocildo Lemos, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira (11). A decisão ocorre em meio ao avanço das investigações da Polícia Federal, que apontam o ex-gestor como figura central na decisão de investir mais de R$ 400 milhões do fundo previdenciário no Banco Master. Lemos havia sido indicado para o posto pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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Investigadores da Polícia Federal suspeitam de que tenha ocorrido um vazamento da operação deflagrada na última sexta-feira, que teve o então presidente do fundo como alvo principal. Relatos indicam que, no momento da chegada dos agentes à residência de Jocildo, ele não se encontrava no local.

Antes das 6h da manhã, ele teria utilizado o celular da esposa para contatar um amigo. Ao retornar para casa, o ex-gestor portava um aparelho celular novo, alegando que o antigo, com a tela danificada, havia sido entregue a um terceiro. A PF determinou a entrega do dispositivo original para perícia.

TCU limita acesso do Banco Central

Em outra frente do caso, o Tribunal de Contas da União (TCU) impôs restrições ao Banco Central (BC) no processo que fiscaliza a atuação da própria autoridade monetária na liquidação do Banco Master. Por decisão do ministro Jhonatan de Jesus, o BC, mesmo sendo parte envolvida, teve seu acesso aos documentos limitado.

A medida foi oficializada às vésperas da apresentação do relatório final da inspeção técnica realizada no Banco Central. Embora o processo já corresse sob sigilo, a retirada do acesso total do BC foi classificada por integrantes do TCU como um movimento incomum. Até o momento, o Banco Central não se manifestou sobre a restrição.

Movimentações no Congresso Nacional

No Poder Legislativo, um grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado intensificou as cobranças por transparência. Senadores da base governista e da oposição reuniram-se com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para solicitar acesso aos documentos sigilosos da investigação.

Este grupo de senadores representa, atualmente, a única frente de aprofundamento das investigações no Congresso. A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso enfrenta resistências políticas tanto na presidência da Câmara dos Deputados quanto na do Senado Federal.

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