
Pesquisa mostra relação de proteína no organismo com infarto em mulheres
Reprodução/Canva Pro
A empresária Carolina de Carvalho Campanini Pongeluppe tinha apenas 30 anos quando sofreu um infarto. O susto, segundo ela, foi imenso. Após o trauma cardiovascular, ela mudou completamente seu estilo de vida, passando a incluir exames de rotina e reposição de vitaminas em seus cuidados.
O caso de Carolina não é isolado e reflete uma tendência preocupante. Dados do SUS mostram um aumento alarmante no número de atendimentos por infarto em mulheres, saltando de 803 mil, em 2020, para 1,15 milhão, em 2024.
Mas o que leva uma mulher que não fuma, não tem pressão alta nem colesterol elevado a desenvolver uma doença cardiovascular? A pergunta que intriga médicos e pacientes pode ter encontrado uma nova resposta.
Um estudo recente, que acompanhou os exames de sangue de 12 mil mulheres americanas, ao longo de 30 anos, buscou entender exatamente esse cenário. Os resultados revelaram que, mesmo no grupo sem os fatores de risco tradicionais, 486 delas sofreram um infarto ou derrame.
De acordo com os pesquisadores, um fator que nem sempre é levado em conta deveria receber mais atenção: o nível da proteína C-reativa de alta sensibilidade (PCR-us).
Medido por um exame de sangue chamado PCR-ultrassensível, o teste funciona como um indicador de inflamação no corpo. Essa proteína é produzida pelo fígado e sua presença, mesmo em níveis baixos, pode detectar uma inflamação crônica, sendo um marcador útil para avaliar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
A cardiologista Dra. Nicolle Queiroz explica que essa inflamação sistêmica está diretamente ligada à saúde do coração.
*Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado pela reportagem do Band.com.br.

