O lançamento do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), anunciado pelo governo federal nesta quarta-feira (23), gerou uma série de críticas. O Conselho Federal de Medicina (CFM) considera a medida insuficiente e reforça a necessidade de uma prova de proficiência obrigatória, nos moldes da OAB, como condição para o exercício da medicina no país.
A nota do exame irá valer também para quem busca uma vaga de residência médica. A prova será obrigatória para todos os formandos, e está prevista para o mês de outubro.
Mas o desempenho no exame não irá interferir no exercício da profissão. E esse é justamente o ponto de divergência do Conselho Federal de Medicina.
“Nós defendemos que exista uma prova de conhecimento gerais no modelo de habilidade e conhecimento técnico das grandes áreas de medicina e avaliação prática de atitudes”, diz Alcindo Cerci, membro do Conselho Federal de Medicina
Em 13 anos mais do que dobrou o número de faculdades de medicina no país. Na última avaliação do MEC, 20% delas não atingiram uma nota satisfatória na prova.
A Associação Nacional dos Médicos também defende uma prova específica para exercer a profissão.
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