Jornal da Band

Quadrilha assalta caminhoneiros no RJ; roubos de carga superam 2 mil

Imagens de câmeras de segurança mostram que os bandidos agem em motos, circulando a área e aguardando a passagem dos caminhões em um trecho específico

AMANDA MARTINS

16/11/2025 • 17:41 • Atualizado em 16/11/2025 • 17:41

A Polícia Civil do Rio de Janeiro tenta identificar uma quadrilha especializada em roubos de carga que atacou caminhoneiros de uma empresa de transporte em Madureira, Zona Norte da cidade.

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Os criminosos usaram o mesmo modo de operação para assaltar quatro veículos em um intervalo de apenas 30 minutos na última quinta-feira (13) no bairro vizinho de Honório Gurgel.

Imagens de câmeras de segurança mostram que os bandidos agem em motos, circulando a área e aguardando a passagem dos caminhões em um trecho específico. Assim que o veículo é identificado, três motocicletas se aproximam rapidamente e cercam o caminhão, forçando o motorista a parar para anunciar o assalto. A violência dos ataques eleva a rotina de medo para quem percorre quilômetros diariamente na Região Metropolitana do Rio.

Um empresário do setor de transporte, ouvido pelo Jornal da Band, relata o cenário de insegurança. Segundo ele, os caminhoneiros evitam parar até mesmo em semáforos devido ao risco de assaltos, citando áreas críticas.

"Os caminhoneiros ficam com medo até de parar em sinais porque você para e é assaltado, principalmente em Jacarepaguá. A Avenida Brasil está um inferno, é perigo o tempo todo, arrastão o tempo todo, motoristas ficando no meio do tiroteio, caminhões já levaram tiro. Está difícil", desabafa o empresário.

Aumento dos Roubos e Contexto Nacional

Os ataques recentes somam-se a uma estatística alarmante de roubos de carga no estado. De janeiro a setembro deste ano, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro registra mais de 2,1 mil ocorrências de roubo de carga (2.133).

Isso representa uma média de quase oito assaltos (7,8) por dia, demonstrando a frequência e a intensidade dos crimes contra o setor de transporte na capital e cidades vizinhas.

A situação do Brasil é destacada por um levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), que aponta o país como o segundo do mundo com maior número de roubos de cargas, ficando atrás apenas do México. A maior concentração desses crimes ocorre na Região Sudeste, colocando o Rio de Janeiro e São Paulo como pontos de atenção máxima para as transportadoras e as forças de segurança pública.

O modus operandi da quadrilha de Honório Gurgel, que age em sequência e com o mesmo padrão, indica a atuação de grupos organizados e dedicados a este tipo de crime.

A polícia segue com as investigações para identificar os envolvidos e desmantelar a organização, que tem causado prejuízos milionários e gerado terror entre os trabalhadores do transporte rodoviário. O trabalho das autoridades visa coibir os roubos e garantir a segurança nas vias expressas e nos bairros com alto fluxo de caminhões de carga.

O combate ao roubo de cargas envolve a coordenação entre as polícias Civil e Militar, além de um foco na inteligência para identificar e prender os receptadores, que são o elo final e mantêm a cadeia criminosa ativa. A esperança é que a identificação e prisão dos envolvidos nos ataques da última quinta-feira ajude a desarticular a quadrilha e a reduzir os índices de criminalidade na região.

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