Quatro policiais militares são acusados de torturar e matar um homem que havia roubado uma viatura em novembro do ano passado na zona leste de São Paulo (SP). A corporação pediu a prisão preventiva de um deles.
Tudo aconteceu quando Rafael Fernando Tavares do Nascimento de Souza, de 38 anos, que tinha antecedentes criminais, aproveitou um momento de descuido e fugiu com uma viatura durante uma ocorrência de roubo de moto. Ele era suspeito de participar do crime junto com outras pessoas.
A fuga terminou quando o homem entrou em uma rua sem saída. De acordo com os policiais, ele fez menção de estar armado e foi baleado quatro vezes.
As imagens da câmera corporal de um dos agentes, obtidas pela Band, mostram os PMs disparando várias vezes. É possível ouvi-los falando: “Vai ladrão! Trouxa!”.
Ainda no vídeo, Rafael cai em um córrego. Um dos policiais salta até ele e dá um chute no peito. Depois, ele é arrastado até a beira. “Desculpa? Você acha que tem desculpa para isso aí, filhão?”, questiona um agente. Minutos depois, os socorristas chegam e iniciam massagem cardíaca no baleado, que foi levado ao hospital, mas não resistiu.
A mãe de Rafael alega que ele estava desarmado e tinha problemas com dependência química. “Se tivessem prendido meu filho, ele estaria preso, mas estaria vivo. Não teria perdido ele daquela forma. Ele fazia tratamento psiquiátrico, tomava muitos remédios controlados e tinha recaídas. Internei ele várias vezes”, diz.
Ela foi chamada para prestar depoimento na semana que vem no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
A Polícia Militar disse que identificou irregularidades e pediu a prisão preventiva de um dos policiais. Ele e mais três agentes vão responder pelos crimes de tortura, constrangimento ilegal, homicídio, abandono de pessoa e descumprimento de missão.
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