Uma tragédia em um condomínio residencial em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultou na morte de uma menina de 10 anos e deixou outras quatro crianças feridas após o desabamento de uma estrutura de madeira no parquinho do prédio. Lorrayne Rabelo morreu no local após ser atingida por um pergolado enquanto brincava com o grupo. As demais vítimas foram encaminhadas para unidades de saúde em Vespasiano e na capital mineira, onde permanecem internadas.
O pai da vítima, Sérgio Rabelo, relatou que a estrutura apresentava sinais visíveis de deterioração. Segundo ele, a peça de madeira que atingiu sua filha estava fincada diretamente no chão e apresentava sinais de apodrecimento e infestação por cupins.
A madrasta de Lorrayne, Maria Aparecida da Silva, ressaltou que o acidente poderia ter sido ainda maior, uma vez que todas as crianças estavam reunidas no mesmo local no momento do colapso.
Investigação e responsabilidades
A Polícia Civil de Minas Gerais iniciou as investigações para apurar as causas exatas do desabamento. O foco do inquérito é determinar se a construtora pode ser responsabilizada por mau planejamento ou se houve negligência na conservação do equipamento. Segundo o advogado especialista em direito imobiliário, Paulo Viana, é necessário verificar se o estado da estrutura já havia sido discutido em assembleias do condomínio ou se existia alguma decisão prévia sobre o isolamento do parquinho defeituoso.
A análise técnica do caso aponta para possíveis falhas estruturais e de conservação. O engenheiro civil Felipe Abreu explica que estruturas de madeira desse tipo exigem inspeções visuais periódicas para identificar fendas, rachaduras ou movimentações anômalas. De acordo com o especialista, equipamentos instalados próximos ao solo devem contar com proteções auxiliares, como bases de concreto ou encaixes metálicos, para evitar o contato direto da madeira com a umidade da terra, o que acelera o apodrecimento.
A administração do condomínio manifestou-se afirmando que prestará todas as informações necessárias às autoridades. No entanto, o condomínio não detalhou se havia algum reparo planejado para a área ou se a estrutura já deveria estar isolada para o uso das crianças. O caso segue sob investigação policial para definir se houve erro de projeto, de execução da obra ou falha operacional na manutenção preventiva das áreas comuns do residencial.
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