Jornal da Band

Quem é Niño Guerrero, traficante morto por Venezuela e EUA

Líder da facção Tren de Arágua é morto em operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela.

Da redação
DA REDAÇÃO

13/06/2026 • 19:31 • Atualizado em 13/06/2026 • 20:58

Uma operação coordenada entre os governos dos Estados Unidos e da Venezuela resultou na morte de Héctor Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero", um dos traficantes mais procurados da América Latina.

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O criminoso, que liderava a violenta facção Tren de Arágua, morreu durante um bombardeio na noite de sexta-feira na província de Bolívar, localizada no leste da Venezuela.

A expansão transnacional do Tren de Arágua

O grupo liderado por Niño Guerrero surgiu no interior de uma prisão venezuelana e, sob o comando do traficante, expandiu suas operações transnacionais. A facção atua em países como Colômbia, Equador, Peru, Chile e Brasil por meio de atividades ilícitas que incluem o tráfico de drogas, roubos, extorsões e assassinatos.

Guerrero estava foragido desde setembro de 2023, quando conseguiu escapar de um presídio venezuelano onde cumpria pena por múltiplos crimes. Na época da fuga, investigações apontam que o traficante usufruía de regalias e conseguia controlar os negócios ilícitos de dentro da própria cadeia.

A principal linha de investigação da polícia indica que a fuga foi facilitada por funcionários públicos corruptos. Durante quase três anos, o paradeiro do criminoso permaneceu um mistério para as autoridades sul-americanas.

Alinhamento diplomático e combate ao crime organizado

De acordo com informações trazidas pelo repórter Eduardo Barão, direto de Nova York, o anúncio da morte do traficante é classificado pelo presidente americano, Donald Trump, como uma vitória expressiva na campanha contra as facções criminosas internacionais. Em fevereiro de 2025, o governo dos Estados Unidos classifica o Tren de Arágua formalmente como um grupo terrorista estrangeiro.

A operação militar ocorre meses após o desmantelamento de outra grande organização criminosa da região, o Cartel de Los Soles. Segundo a inteligência do governo americano, o cartel era liderado pelo ditador Nicolás Maduro, capturado em janeiro. Maduro permanece detido em uma prisão em Nova York, onde responde por crimes de conspiração para o tráfico de drogas e armas.

A ação militar na província de Bolívar evidencia um novo patamar de cooperação bilateral entre o governo Trump e a gestão interina da Venezuela, comandada por Delcy Rodríguez.

Desde que assume o poder após a captura de Maduro, Rodríguez atua diretamente na reaproximação diplomática e econômica com Washington, com foco principal na retomada da exploração de petróleo em território venezuelano por empresas norte-americanas.