Jornal da Band

Relatório do governo dos EUA contesta versão sobre morte de enfermeiro

Investigação preliminar indica que agentes da Patrulha de Fronteira balearam Alex Pretti em Minneapolis; agentes foram afastados após a divulgação do documento.

Por Redação
REDAÇÃO

28/01/2026 • 19:14 • Atualizado em 28/01/2026 • 19:14

Resumo

Um relatório do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos contradiz a versão oficial sobre a morte do enfermeiro Alex Pretti, afirmando que ele foi baleado por dois agentes da Patrulha de Fronteira durante uma operação em Minneapolis após resistência e por estar armado, rebatendo declarações da chefe da Segurança Nacional Kristin Noem.

A divulgação do relatório provocou o afastamento dos agentes envolvidos, intensificou a crise política entre o governo federal e autoridades locais e aumentou o conflito entre o presidente Donald Trump e o prefeito Jacob Frey sobre a aplicação das leis de imigração em Minneapolis.

A presença de agentes federais gerou protestos, denúncias de abuso e incidentes como a tentativa de acesso ilegal ao consulado do Equador e o ataque à deputada Ilhan Omar durante um comício, enquanto investigações federais continuam e uma possível revisão nas diretrizes da Patrulha de Fronteira é considerada.

Um relatório do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos contradiz a versão oficial apresentada pelo governo sobre a morte do enfermeiro Alex Pretti, em Minneapolis. O documento, enviado ao Congresso Americano, detalha que o cidadão americano de 37 anos foi baleado por dois agentes da Patrulha de Fronteira durante uma operação realizada no último sábado.

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Segundo a investigação preliminar, Pretti teria atrapalhado a ação dos agentes federais. O relatório aponta que houve resistência no momento em que os oficiais tentaram prendê-lo. Ao notarem que o enfermeiro estava armado, dois agentes abriram fogo. O novo documento rebate diretamente as declarações de Kristin Noem, chefe da Segurança Nacional, que afirmou repetidas vezes que a vítima teria apontado uma pistola contra os policiais.

Agentes são afastados e crise política aumenta em Minnesota

A divulgação do relatório oficial provocou o afastamento imediato das ruas dos agentes envolvidos no disparo. O caso ampliou o desgaste entre o governo federal e as autoridades locais. Mesmo após a decisão de remover parte do contingente de imigração da cidade, o clima entre a Casa Branca e a prefeitura de Minneapolis permanece hostil.

O presidente Donald Trump acusou o prefeito Jacob Frey de "brincar com fogo" ao se recusar a impor rigorosamente as leis de imigração na jurisdição local. Em resposta, Frey classificou as ações federais como insustentáveis e prejudiciais ao cotidiano da cidade. A divergência acentua a queda de braço sobre a autonomia municipal em relação às políticas migratórias federais.

Denúncias de abuso e tensão em consulado e comícios

A presença de agentes federais em Minneapolis tem sido alvo de protestos e novas denúncias de abuso de autoridade. Um vídeo recente mostra funcionários do consulado do Equador impedindo a entrada de um agente federal que não possuía autorização legal para acessar o prédio. O governo equatoriano emitiu uma nota condenando o episódio, que classificou como uma agressão às leis internacionais de soberania diplomática.

A polarização também resultou em episódios de violência política. Durante um comício contra a permanência das equipes do ICE (serviço de imigração e alfândega), a deputada de oposição Ilhan Omar foi alvo de um ataque. Um homem borrifou um líquido em direção à parlamentar enquanto ela discursava. Ilhan Omar não sofreu ferimentos e prosseguiu com a fala. O autor da agressão foi detido pela polícia local.

A análise técnica do caso sugere que o relatório do Departamento de Segurança pode forçar uma revisão nas diretrizes de atuação da Patrulha de Fronteira em áreas urbanas. As investigações sobre a conduta dos agentes continuam no âmbito federal.

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