Jornal da Band

RJ: Suspeitos de estupro enviaram mensagens com risadas à vítima após crime

Polícia do Rio de Janeiro procura cinco jovens por crime contra adolescente de 17 anos; dois alunos do Colégio Pedro II estão entre os acusados

LAILA HALLACK

02/03/2026 • 19:45 • Atualizado em 02/03/2026 • 19:45

RJ: Suspeitos de estupro enviaram mensagens com risadas à vítima após crime

RJ: Suspeitos de estupro enviaram mensagens com risadas à vítima após crime

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza buscas para localizar cinco jovens acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul. O crime, ocorrido no final de janeiro, aconteceu em um apartamento pertencente ao pai de um dos envolvidos. A vítima foi atraída ao local por um colega de escola com quem já havia se relacionado.

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O caso ganha contornos de crueldade pela conduta dos agressores após o ato. Mensagens enviadas à adolescente mostram um dos envolvidos perguntando se ela havia "chegado bem", acompanhando o texto com risadas.

Após o episódio, que durou cerca de uma hora, a jovem relatou o crime à família e buscou auxílio policial. Segundo o delegado Ângelo Lages, as investigações confirmam que não houve consentimento e que a vítima foi "pega de surpresa" pela presença e ação dos outros quatro jovens no imóvel.

Identificação e medidas institucionais

Entre os investigados, dois são estudantes do tradicional Colégio Pedro II: Vitor Hugo Oliveira Simonin e um menor de idade. A instituição de ensino informou que já iniciou um processo administrativo para o desligamento dos dois alunos. De acordo com o grêmio estudantil da unidade, os acusados já haviam sido mencionados anteriormente em episódios de assédio e vazamento de imagens de outras estudantes.

Além dos estudantes, outro envolvido identificado é João Gabriel Bertho, jogador do Serrano Futebol Clube. Após a repercussão do caso e o indiciamento, o clube anunciou o afastamento do atleta e a suspensão de seu contrato. Os quatro maiores de idade, com idades entre 18 e 19 anos, foram indiciados por estupro qualificado, devido à idade da vítima e ao caráter coletivo do crime. O adolescente envolvido responderá por ato infracional análogo.

Demora na expedição dos mandados

Embora a polícia tenha tentado efetuar prisões em flagrante no dia 31 de janeiro, os suspeitos não foram localizados na ocasião. O inquérito foi concluído uma semana após o início das investigações e encaminhado ao plantão judiciário. No entanto, os mandados de prisão só foram expedidos pela Justiça quase um mês depois do ocorrido, no fim de fevereiro.

O advogado da vítima, Rodrigo Mondego, ressalta que o foco atual é o acolhimento da adolescente e a garantia de que todos os responsáveis sejam punidos. A defesa trabalha para que os quatro adultos respondam pelo crime hediondo e o menor de idade seja responsabilizado conforme a legislação específica para adolescentes.