O rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da mineradora Samarco – cujas acionistas e controladoras são a Vale e a BHP –, completa dez anos, matou 19 pessoas e deixou comunidades inteiras fora do mapa. A tragédia, ocorrida em 5 de novembro de 2015, é considerada o maior desastre ambiental do Brasil.
Nesta data, uma devastadora onda de lama atinge o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais. A quantidade de rejeitos liberada é de 44 milhões de metros cúbicos, volume comparável ao Morro do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro.
O repórter Luciano Dias retornou à região e encontrou as ruínas das casas destruídas. O aposentado Gilson Santana, por exemplo, olha para o que sobrou de sua residência, expressando que ali era "o nosso lugar de origem, o lugar que a gente sempre viveu e sempre queria tá vivendo".
Demora na entrega de casas e processos judiciais
A mineradora Samarco entrega o novo Bento Rodrigues, construído para abrigar os moradores que perderam tudo. As obras do novo distrito, que totaliza quase 250 casas, são finalizadas em julho, mas a entrega do novo lar não chega a tempo para algumas vítimas.
O comerciante Mauro Marcos da Silva relata que seu pai falece aos 91 anos aguardando a casa que ainda não é entregue e a indenização que ainda não recebe. No âmbito judicial, a Justiça Federal absolve a Samarco, a Vale e a BHP no ano passado. O Ministério Público recorre da decisão, mas o processo permanece sem resolução.
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