Jornal da Band

Ronaldo Caiado critica polarização e adia definição de vice

Durante o Congresso Estadual de Municípios, pré-candidato do PSD e o ex-presidente Michel Temer condenaram a radicalização política no Brasil

Olívia Freitas
OLÍVIA FREITAS

08/04/2026 • 01:09 • Atualizado em 08/04/2026 • 01:09

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, participou nesta semana do Congresso Estadual de Municípios, realizado em São Paulo. Durante o evento, que reuniu prefeitos e lideranças políticas, Caiado reforçou seu posicionamento contra a polarização que domina o cenário nacional e defendeu a necessidade de o país focar em pautas de desenvolvimento, em vez de se manter paralisado por disputas ideológicas.

Compartilhar

Em seu discurso para a plateia de gestores municipais, o atual governador de Goiás defendeu uma maior autonomia para os estados. Caiado criticou o fato de o Brasil estar, segundo suas palavras, "há três anos discutindo o 8 de janeiro", afirmando que o prolongamento dessa pauta impede o avanço de discussões estruturantes para o país. O pré-candidato se apresentou como uma via alternativa aos nomes que hoje polarizam o debate eleitoral.

Estratégia eleitoral e escolha do vice

Questionado sobre a composição de sua chapa para a disputa presidencial, Caiado demonstrou cautela. O político afirmou que o momento atual é de estruturação de campanha e que a escolha do nome para a vice-presidência deve ser definida em uma etapa posterior. Para ele, a prioridade agora é consolidar seu projeto político e apresentar propostas que fujam do radicalismo.

O cenário político nacional foi o grande destaque do congresso, que tradicionalmente discute o papel das cidades. Além de Caiado, o ex-presidente Michel Temer também marcou presença no evento e endossou as críticas à atual conjuntura política brasileira.

Críticas à radicalização

Michel Temer utilizou seu tempo de fala para condenar o que classificou como uma "radicalização de posições" no Brasil. Segundo o ex-presidente, esse clima de hostilidade tem gerado um sentimento de ódio entre a população e provocado divergências institucionais perigosas.

Temer ressaltou que a polarização excessiva não atinge apenas o eleitorado, mas contamina a relação entre corporações e até mesmo entre os Poderes da República. De acordo com sua análise, a harmonia institucional é fundamental para a estabilidade do país, algo que, em sua visão, está sendo ameaçado pelo atual estado de conflito permanente.