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São Paulo amplia uso de cannabis medicinal no SUS para 31 doenças

Capital paulista vai oferecer tratamentos à base de cannabis para doenças como dor crônica, epilepsia e Alzheimer

Por Redação
REDAÇÃO

29/08/2025 • 20:07 • Atualizado em 29/08/2025 • 20:07

São Paulo amplia uso de cannabis medicinal no SUS para 31 doenças

São Paulo amplia uso de cannabis medicinal no SUS para 31 doenças

Reprodução/Jornal da Band

A cidade de São Paulo amplia a oferta de tratamentos à base de cannabis medicinal pelo SUS. A lista inclui 31 doenças, entre elas dor crônica, epilepsia, ansiedade, Parkinson e Alzheimer. A medida prevê a indicação inicial para pacientes graves ou que não respondem a tratamentos convencionais.

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A produtora de eventos Nadya Hochleitner, que sofre de artrite e fibromialgia, interrompeu o uso do medicamento há três anos por falta de recursos financeiros. O custo mensal do tratamento chega a R$ 700. Ela afirma que não tem condições de manter a compra regular, mas espera retomar o uso com a disponibilização gratuita pela rede pública.

Implementação em São Paulo

Apesar da aprovação da medida, a distribuição ampliada ainda não começou. Filipe Peixoto informa que a prefeitura vai treinar médicos da rede pública para prescrever e acompanhar os tratamentos com cannabis.

O médico e pesquisador da USP, Mário Grieco, destaca que as evidências científicas sobre os benefícios da cannabis para diversas doenças se tornam cada vez mais robustas, reforçando o papel da substância no manejo de condições resistentes a terapias tradicionais.

Contexto Nacional e Regulatório

Em 2023, o governo do estado de São Paulo já havia autorizado o uso de cannabis medicinal pelo SUS, mas restrito a três doenças raras. No Brasil, ainda não existe uma política nacional de distribuição. Muitos pacientes conseguem acesso aos medicamentos apenas por meio de decisões judiciais.

No ano passado, o Superior Tribunal de Justiça autorizou o cultivo de algumas variedades de cannabis para fins medicinais e determinou que a Anvisa criasse normas específicas para regulamentar o tema. O prazo estabelecido termina no fim de setembro.

A advogada Gabriella Arima, especialista em política de drogas, afirma que o Brasil está atrasado na regulamentação em comparação com outros países. Segundo ela, o país vive um “retrocesso” e ainda enfrenta resistência para tratar a cannabis medicinal como política pública consolidada.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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