A Polícia Civil prendeu o secretário de Habitação de Petrópolis, Guilherme Moreira, sob a acusação de estuprar uma criança de oito anos na região serrana do Rio de Janeiro. A detenção ocorre após denúncia formalizada pela mãe da vítima. Segundo as investigações conduzidas pelas autoridades fluminenses, o acusado possuía convívio frequente com a criança e teria utilizado esse vínculo de confiança para facilitar a execução do crime.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Guilherme Moreira, os agentes localizaram armas, munições e máquinas de cartão de crédito. O material foi apreendido e deve integrar o inquérito que apura a conduta do agora ex-secretário. A prefeitura de Petrópolis se manifestou oficialmente sobre o caso e confirmou a exoneração imediata do servidor de suas funções públicas.
Histórico criminal e desdobramentos jurídicos
Além da acusação de crime sexual, Guilherme Moreira possui outras passagens pelo sistema judiciário. Ele já é alvo de denúncias anteriores apresentadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Entre os crimes imputados ao ex-secretário em processos distintos estão extorsão e associação criminosa. O Jornal da Band reporta que as investigações sobre o caso atual seguem em andamento para coletar novos depoimentos e provas técnicas.
A estrutura da administração municipal de Petrópolis passa por ajustes após o desligamento de Moreira, enquanto a defesa do acusado ainda não detalhou sua estratégia jurídica perante as novas evidências apresentadas pela Polícia Civil. O caso gerou forte repercussão na região serrana devido ao cargo de alto escalão ocupado pelo investigado e à gravidade da acusação envolvendo uma vulnerável.
As autoridades policiais reforçam a importância de denúncias em casos de violência contra menores, destacando que a proximidade familiar ou social do agressor é um fator recorrente em investigações desta natureza. O inquérito policial deve ser relatado ao Ministério Público nos próximos dias para que a denúncia por estupro de vulnerável seja formalizada na Justiça.
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