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Síria e Israel, entre tiroteios e diplomacia

Nesta terça, a aviação israelense atacou os tanques das forças leais ao novo presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, que intervieram numa batalha entre a comunidade drusa e grupos de beduínos que já matou 99 pesssoas

MOISES RABINOVICI

15/07/2025 • 14:36 • Atualizado em 15/07/2025 • 14:36

Moises Rabinovici
Membros das forças de segurança sírias viajam na traseira de um caminhão depois que tropas sírias entraram na cidade predominantemente drusa de Sweida

Membros das forças de segurança sírias viajam na traseira de um caminhão depois que tropas sírias entraram na cidade predominantemente drusa de Sweida

REUTERS/Karam al-Masri

Bombardeio e diplomacia para a paz são simultâneos entre Israel e Síria, desde a noite de segunda-feira. Nesta terça, a aviação israelense atacou os tanques das forças leais ao novo presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, que intervieram numa batalha entre a comunidade drusa e grupos de beduínos que já matou 99 pesssoas.

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Os soldados da intervenção foram recebidos a tiros pela maioria drusa da cidade de Sweida, no sul da Síria, que não quer o controle sírio. E Israel, que prometeu aos drusos israelenses defender seus “irmãos” sírios, enviou sua aviação para um raro ataque direto às forças do novo governo.

O ministro da Defesa da Síria, Murhaf Abu Qasra, postou na plataforma X um anúncio de cessar-fogo: “À todas as unidades operando dentro da cidade de Sweida, nós declaramos um completo cessar-fogo, depois de um acordo com os notáveis e dignitários das comunidades”. Os drusos baixaram as armas, por ordem de seus líderes religiosos.

O premiê Benjamin Netanyahu e seu ministro da Defesa, Israel Katz, explicaram. num comunicado: “Israel tem o compromisso de defender os drusos devido à profunda aliança fraternal com nossos cidadãos drusos e seus laços familiares e históricos com os drusos da Síria.

Assim, agimos para impedir que o regime sírio os prejudique e para garantir a desmilitarização da área adjacente à nossa fronteira com a Síria”.

Israel atacou vários veículos blindados, inclusive tanques, lançadores de granadas e rotas de acesso para Sweida. O bombardeio complica os esforços diplomáticos entre Síria e Israel para reduzir a tensão entre os dois países.

Até recentemente, previa-se que o presidente Ahmad al-Sharaa integraria os Acordos de Abrãao com Israel, promovidos pelo presidente Donald Trump.

O conflito em Sweida começou no domingo quando beduínos armados sequestraram um vendedor de verduras druso na rota para Damasco. A retaliação foi imediata, com combates entre as duas minorias.

Cerca de 60 drusos e 18 beduínos foram mortos, inclusive quatro civis, 14 seguranças pessoais e sete pessoas não identificadas, vestidas com uniforme militar, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, baseado em Londres.

Os drusos israelenses escreveram ao premiê Netanyahu pedindo que Israel envie armas e assistência humanitária “aos compatriotas na Síria, que estão sofrendo ataques brutais de organizações terroristas extremistas”.

Os beduínos são muçulmanos sunitas e os drusos pertencem a uma subdivisão xiita, com 700 mil adeptos na região de Sweida.

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