
Membros das forças de segurança sírias viajam na traseira de um caminhão depois que tropas sírias entraram na cidade predominantemente drusa de Sweida
REUTERS/Karam al-Masri
Bombardeio e diplomacia para a paz são simultâneos entre Israel e Síria, desde a noite de segunda-feira. Nesta terça, a aviação israelense atacou os tanques das forças leais ao novo presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, que intervieram numa batalha entre a comunidade drusa e grupos de beduínos que já matou 99 pesssoas.
Os soldados da intervenção foram recebidos a tiros pela maioria drusa da cidade de Sweida, no sul da Síria, que não quer o controle sírio. E Israel, que prometeu aos drusos israelenses defender seus “irmãos” sírios, enviou sua aviação para um raro ataque direto às forças do novo governo.
O ministro da Defesa da Síria, Murhaf Abu Qasra, postou na plataforma X um anúncio de cessar-fogo: “À todas as unidades operando dentro da cidade de Sweida, nós declaramos um completo cessar-fogo, depois de um acordo com os notáveis e dignitários das comunidades”. Os drusos baixaram as armas, por ordem de seus líderes religiosos.
O premiê Benjamin Netanyahu e seu ministro da Defesa, Israel Katz, explicaram. num comunicado: “Israel tem o compromisso de defender os drusos devido à profunda aliança fraternal com nossos cidadãos drusos e seus laços familiares e históricos com os drusos da Síria.
Assim, agimos para impedir que o regime sírio os prejudique e para garantir a desmilitarização da área adjacente à nossa fronteira com a Síria”.
Israel atacou vários veículos blindados, inclusive tanques, lançadores de granadas e rotas de acesso para Sweida. O bombardeio complica os esforços diplomáticos entre Síria e Israel para reduzir a tensão entre os dois países.
Até recentemente, previa-se que o presidente Ahmad al-Sharaa integraria os Acordos de Abrãao com Israel, promovidos pelo presidente Donald Trump.
O conflito em Sweida começou no domingo quando beduínos armados sequestraram um vendedor de verduras druso na rota para Damasco. A retaliação foi imediata, com combates entre as duas minorias.
Cerca de 60 drusos e 18 beduínos foram mortos, inclusive quatro civis, 14 seguranças pessoais e sete pessoas não identificadas, vestidas com uniforme militar, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, baseado em Londres.
Os drusos israelenses escreveram ao premiê Netanyahu pedindo que Israel envie armas e assistência humanitária “aos compatriotas na Síria, que estão sofrendo ataques brutais de organizações terroristas extremistas”.
Os beduínos são muçulmanos sunitas e os drusos pertencem a uma subdivisão xiita, com 700 mil adeptos na região de Sweida.
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