Para muitos pais com filhos pequenos, dormir oito horas seguidas é uma realidade distante. A privação prolongada do sono afeta o humor, a memória e até o metabolismo dos adultos, gerando quadros intensos de exaustão física e emocional.
A jornalista Mariana Verdelho vivencia essa rotina com o filho de 5 anos. O menino costuma acordar por volta das 3h da manhã chamando pela mãe, o que interrompe continuamente o descanso da família. Mariana relata que ainda não consegue ter uma noite de sono completa desde o nascimento da criança.
A médica do sono e pediatra Beatriz Soares de Azevedo Sardano explica que a necessidade fisiológica de dormir durante o dia costuma cessar entre os 5 e 6 anos de idade. Segundo a especialista, o processo para regular as noites da família pode ser aprimorado com a adoção de hábitos simples no cotidiano.
Hábitos que ajudam a regular o sono infantil
A introdução de uma rotina consistente é fundamental para sinalizar ao organismo da criança que o momento de descansar se aproxima. Especialistas recomendam estabelecer horários fixos para ir para a cama e preparar o ambiente doméstico reduzindo os ruídos e a intensidade das luzes antes de deitar.
Outras práticas auxiliam no relaxamento infantil:
- Banho morno: Tomar um banho aquecido antes de dormir ajuda a relaxar a musculatura e reduz o ritmo da criança.
- Leitura de livros: Criar o hábito de ler histórias para o filho fortalece a conexão familiar e acalma a mente infantil.
- Aproveitar o descanso: Os pais devem aproveitar os momentos em que a criança dorme para repor as próprias energias.
Sinais de alerta e quando buscar ajuda médica
Quando o padrão de sono se mostra extremamente agitado ou acompanhado de sintomas físicos, torna-se necessário buscar orientação médica antes que a exaustão dos pais se agrave. A repórter Olívia Freitas ressalta a importância de observar o comportamento das crianças na cama para identificar possíveis distúrbios.
A pediatra Beatriz Soares de Azevedo Sardano alerta que movimentos excessivos durante a noite, movimentação intensa na cama e emissão de ruídos respiratórios exigem atenção. A médica enfatiza que o roncado infantil não é um comportamento normal e deve ser avaliado por um profissional de saúde.
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