Jornal da Band

‘Tarifaço’ de Donald Trump contra Canadá, México e China provoca retaliação

Trump alega que os países não atuam com firmeza para impedir o tráfico de drogas e a entrada de imigrantes ilegais nos EUA

Por Redação
REDAÇÃO

05/03/2025 • 20:04 • Atualizado em 05/03/2025 • 20:04

As reações ao ‘Tarifaço’ anunciado por Donald Trump contra México, Canadá e China já começaram. O setor automotivo americano conseguiu uma isenção provisória.

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Depois de uma reunião com os diretores de montadoras dos Estados Unidos, o presidente americano decidiu isentar as importações de automóveis do Canadá e México por um mês. Segundo a Casa Branca, General Motors, Ford e Stellantis terão 30 dias para transferir a produção dos países vizinhos para os EUA.

Entraram em vigor ontem as tarifas adicionais de 25% aos produtos canadenses e mexicanos importados pelos EUA. No caso de itens chineses a alíquota extra é de 20%.

Em um discurso no Congresso, Trump defendeu a política. Mas economistas avaliam que o ‘Tarifaço’ poderá dificultar uma de suas promessas de campanha: reduzir o custo de vida da população. Isso porque os custos de importação pagos pelas empresas serão repassados para o consumidor.

Trump alega que Canadá, México e China não atuam com firmeza para impedir o tráfico de drogas e a entrada de imigrantes ilegais nos EUA. O governo canadense reagiu e anunciou tarifas retaliatórias de 25% sobre diversos produtos americanos.

Já a presidente mexicana, Cláudia Sheinbaum, não descartou procurar outros parceiros comerciais no lugar dos americanos. A China também reagiu e anunciou taxação de 10 a 15% sobre a importação de produtos agrícolas dos Estados Unidos.

Também nesta quarta, Donald Trump sofreu uma derrota na justiça. Por 5 a 4, a suprema corte americana rejeitou um pedido do presidente para congelar quase 2 bilhões de dólares de repasses a organizações de ajuda internacional.

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