
Nevasca atinge os Estados Unidos
Reuters/Brian Snyder
Os Estados Unidos enfrentam as consequências daquela que é considerada a pior tempestade de neve em quase quatro décadas. O fenômeno climático, batizado de Tempestade Fern, atingiu mais da metade do território americano, resultando em pelo menos 20 mortes confirmadas até o momento. A maioria das vítimas fatais é composta por pessoas em situação de rua, que sucumbiram às temperaturas negativas extremas.
Em Nova York, a maior metrópole do país, a paralisação foi total. Dezenas de veículos ficaram atolados em ruas e avenidas, enquanto o transporte público e os aeroportos interromperam as operações.
O acúmulo de neve na cidade ultrapassou os 30 centímetros, tornando impossível a distinção entre calçadas e vias de rodagem.
Impactos na infraestrutura e serviços essenciais
A tempestade cruzou dezenas de estados, afetando a rotina de mais de 200 milhões de americanos. Além do caos no transporte, o fornecimento de energia elétrica foi severamente comprometido, deixando mais de um milhão de residências no escuro em estados como Louisiana, Texas e Mississippi. No setor aéreo, o impacto foi global, com o cancelamento de mais de 15 mil voos desde o último sábado.
Em termos de segurança, as autoridades investigam acidentes possivelmente causados pelo mau tempo. No Maine, a queda de um jato particular durante a decolagem resultou na morte de sete das oito pessoas a bordo. Em outros estados, como o Tennessee, o peso do gelo provocou a destruição de árvores, enquanto em Oklahoma, incêndios em residências foram registrados em meio à nevasca.
Trabalho de recuperação e assistência social
O esforço para a desobstrução das vias públicas mobiliza funcionários municipais há mais de 36 horas ininterruptas. Para os moradores, a tarefa de limpar calçadas e escavar carros soterrados tem sido dificultada pelo congelamento da neve, que se torna mais rígida com o passar do tempo.
Embora o período mais crítico da nevasca tenha passado, o frio extremo deve persistir nos próximos dias. Eduardo Barão destaca que agentes sociais e voluntários intensificam os trabalhos para convencer a população desabrigada a buscar proteção em abrigos municipais, visando evitar que o número de vítimas fatais continue a subir.
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