Jornal da Band

Tempestades na Europa deixam mortos e ameaçam cidades históricas

Sete tempestades atingiram a Península Ibérica em 2026; em Portugal, o transbordamento do Rio Mondego coloca a cidade de Coimbra em alerta máximo

Sonia Blota
SONIA BLOTA

13/02/2026 • 20:04 • Atualizado em 13/02/2026 • 20:04

Uma sequência severa de tempestades de inverno atinge a Europa, resultando em mortes e destruição em diversos países. Na França, o transbordamento do rio Garonne, no sudoeste do país, causou duas mortes e deixou cerca de meio milhão de moradores sem energia elétrica.

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A capital, Paris, também enfrenta transtornos significativos para cidadãos e turistas devido ao volume de chuva. Na Espanha, a região da Catalunha registrou ventos superiores a 100 km/h, que derrubaram árvores e causaram o desabamento do teto de uma empresa, provocando a morte de uma mulher e deixando 80 feridos.

A Península Ibérica vive um cenário crítico, tendo sido atingida por sete tempestades consecutivas desde o início do ano: Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo, Marta, Nils e Oriana.

Crise hídrica e alerta em Portugal

Em Portugal, o país enfrenta chuvas ininterruptas há mais de duas semanas. A situação é especialmente preocupante na cidade medieval de Coimbra, onde o rompimento de um dique durante um temporal fez o rio Mondego transbordar. A enxurrada destruiu trechos da estrada que conecta Lisboa ao Porto e invadiu áreas residenciais.

Cerca de 9 mil moradores de áreas ribeirinhas em Coimbra estão em alerta para evacuação imediata, entre eles a brasileira Andreia Coura, que relatou passar noites de medo à espera de notícias. Como medida preventiva, a Universidade de Coimbra, além de escolas e estabelecimentos comerciais, foram fechados. Sacos de areia estão sendo utilizados para proteger as entradas dos edifícios históricos enquanto o nível da água continua a subir.

Impactos na Itália e pressões políticas

O sul da Itália também registra danos severos, particularmente na região da Calábria. Famílias precisaram ser resgatadas de bote após inundações, e a queda de árvores de grande porte foi registrada em diversas áreas.

Segundo a análise de especialistas, embora o fenômeno seja extremo, ele é considerado comum para esta época do ano. No entanto, a recorrência das tempestades e a gravidade dos danos têm gerado pressão política sobre os governos locais por respostas mais ágeis e pela implementação de ações preventivas mais eficazes contra as mudanças climáticas e seus efeitos imediatos na infraestrutura urbana.