Jornal da Band

Tensão na Groenlândia: Europa envia tropas após interesse dos EUA na ilha

Países europeus mobilizam militares para o território ártico em gesto simbólico de soberania; população local relata clima de insegurança

Da redação
DA REDAÇÃO

15/01/2026 • 19:56 • Atualizado em 15/01/2026 • 19:56

A Europa iniciou a mobilização de tropas para a Groenlândia em resposta às recentes manifestações de interesse dos Estados Unidos em anexar o território. A medida, embora envolva um contingente reduzido de soldados, é interpretada como um gesto simbólico de resistência e afirmação de soberania sobre a ilha, que pertence ao Reino da Dinamarca.

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Segundo informações apuradas pelo Jornal da Band, a Europa deve enviar entre 30 e 40 soldados para a região. O movimento ocorre em um cenário de crescente interesse estratégico pelas riquezas naturais e pela posição geográfica privilegiada do Ártico, que se tornou um ponto de fricção diplomática entre potências globais.

Para Eduardo Oinegue, a movimentação militar europeia, apesar de numericamente pequena, funciona como um recado político direto a Washington. O apresentador avalia que a presença dos soldados serve para marcar território diante das intenções americanas de expansão na região ártica.

Presença militar e medo na capital Nuuk

A situação na Groenlândia é acompanhada de perto por Felipe Kieling, o único repórter brasileiro presente na ilha. Em Nuuk, capital do território, o clima entre os moradores é de apreensão. A população local demonstra medo com a escalada da presença militar estrangeira e as incertezas sobre o futuro político da região.

Atualmente, o equilíbrio de forças na ilha já conta com ativos significativos. Os Estados Unidos mantêm uma base permanente com cerca de 150 soldados equipados com tecnologia militar de alta performance. A Dinamarca também possui cerca de 150 militares fixos no local, embora não opere uma base de ataque, mas sim estações voltadas para observação e controle territorial.

A chegada do reforço europeu soma-se a esse contingente, aumentando a vigilância em uma das áreas mais isoladas do planeta. O território, que possui governo autônomo mas depende da Dinamarca para questões de defesa e política externa, vê-se agora no centro de uma disputa geopolítica.

Garrinsha: o haitiano que brilha no futebol brasileiro

Enquanto a tensão domina o extremo norte, o esporte brasileiro registra o surgimento de um personagem singular. O atacante haitiano Garrinsha Estinphile, de 24 anos, tornou-se destaque ao atuar pelo Bangu. O jogador, cujo nome é uma homenagem do pai ao ídolo brasileiro Mané Garrincha, foi protagonista na vitória de sua equipe por 2 a 1 contra o Flamengo.

Garrinsha chegou ao Brasil por meio de um projeto social que busca talentos no Haiti. Sobrevivente do terremoto que devastou seu país aos oito anos de idade, o atleta está há seis anos sem ver a família. Na partida contra o clube rubro-negro, ele contribuiu com uma assistência e marcou um dos gols da vitória.

A trajetória do atacante ganha contornos de ironia esportiva, já que o Haiti é o segundo adversário do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo. "Não gosto de comparar porque a gente sabe como foi a história dele. O cara foi um gênio, mas posso dizer que tive a sorte dele", afirmou Garrinsha Estinphile em entrevista ao Jornal da Band.

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