O terceiro acusado de envolvimento no assassinato do congolês Moïse Kabagambe, ocorrido em janeiro de 2022, enfrentou o júri popular nesta quarta-feira (15) no Rio de Janeiro e foi condenado a 28 anos e 8 meses por homicídio triplamente qualificado em regime fechado.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Brendon da Silva foi identificado em imagens de câmeras de segurança participando diretamente do espancamento que resultou na morte da vítima em um quiosque na Barra da Tijuca.
O crime aconteceu quando Moïse foi ao estabelecimento para cobrar diárias de trabalho que estavam atrasadas. As investigações apontam que Brendon da Silva aparece no registro das agressões derrubando e imobilizando o congolês, facilitando a ação dos outros envolvidos.
Andamento do julgamento e condenações anteriores
A sessão de hoje concentra-se nos debates entre a acusação e a defesa. A expectativa é que a sentença seja proferida ainda nesta quarta-feira, após o conselho de sentença se reunir em sala reservada para a deliberação final.
Este é o segundo julgamento relacionado ao caso. Em março de 2025, os outros dois réus, Fábio da Silva e Aleson Fonseca, foram condenados pela Justiça. Ambos receberam penas por homicídio triplamente qualificado, com qualificadoras que incluíram motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O assassinato de Moïse Kabagambe gerou forte repercussão internacional e motivou manifestações contra a violência e a xenofobia no Brasil. O encerramento deste júri deve completar o ciclo judicial dos principais acusados pela execução do crime que vitimou o refugiado congolês.
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