Jornal da Band

Traficante acusado de ser o elo do PCC com a máfia italiana é transferido para Brasília

O traficante preso no começo do ano foi transferido para presídio de segurança máxima em Brasília e será vigiado por câmeras 24 horas por dia.

RODRIGO HIDALGO

10/03/2025 • 19:37 • Atualizado em 10/03/2025 • 19:37

O traficante Willian Barile Agati é acusado de ser o elo do PCC com a máfia italiana e estava detido na penitenciária de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Agora foi transferido para um presídio ainda mais seguro, onde estão os criminosos mais perigosos do país, inclusive Marcola, chefão do PCC e o traficante Gilberto Aparecido do Santos, o “Fuminho”. O argumento da transferência foi o fato dele pertencer à alta cúpula do PCC.

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Preso em janeiro, Barile é apontado como um dos principais traficantes internacionais de drogas ligados à facção, como revelou com exclusividade o Jornal da Band, no mês passado.

Em 2020, Barile foi acusado de planejar o resgate de “Fuminho” de uma prisão em Moçambique, na África.

Antes de ser preso, Willian Barile levava uma vida acima de qualquer suspeita em São Paulo, era conhecido como um empresário bem-sucedido, atuando na venda de carros, turismo e agenciamento de jogadores. Mas, segundo a Polícia Federal, os negócios eram apenas fachada de um esquema milionário de tráfico de drogas.

Em uma conversa com uma comparsa, Barile chegou a falar sobre um avião usado para mandar droga para Europa. A informação que recebemos, foi que eles bateram a aeronave, além de terem ido duas ou três para as Ilhas Canárias e para Cascais, Portugal.

O esquema de Barile enviou toneladas de cocaína, usando aviões e portos como o de Paranaguá, no Paraná. A quadrilha é acusada de movimentar cerca de 2 bilhões de reais em 4 anos.

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