A ONU fez uma reunião de emergência do Conselho de Segurança após os ataques de Israel contra o Irã. Aliados iranianos falam em ataque à soberania do país persa. Principal aliado de Israel, os Estados Unidos querem que Teerã aceite um acordo nuclear.
O discurso em apoio à Israel foi seguido de outro: o de pressão para que o Irã aceite um novo acordo nuclear com os Estados Unidos. No começo do dia, em uma rede social, o presidente Donald Trump deu uma espécie de ultimato para Teerã
“Aceitem o acordo, antes que seja tarde”, disse Trump.
A Casa Branca confirmou que Trump foi informado sobre os ataques contra o Irã com antecedência pelo premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, mas negou qualquer participação na ofensiva israelense.
Segundo a imprensa americana, Trump acompanhou a resposta iraniana junto do comando militar.
Países pedem por solução diplomática para o conflito
O temor de uma nova guerra no Oriente Médio, entre dois países com potencial nuclear, alarmou os principais líderes mundiais. Reino Unido, França e Alemanha reafirmaram o direito de Israel se defender, mas pediram por uma solução diplomática para o conflito.
Já avaliados do Irã, como Turquia, Arábia Saudita e Rússia acusam Israel de violar a soberania do país persa.
O governo brasileiro condenou a ofensiva israelense. Em nota, o Itamaraty afirmou que os ataques ameaçam mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão, com elevado risco para a paz, a segurança e a economia mundial.
Consulados israelenses são fechados por tempo indeterminado
Em vários países, embaixadas e consulados israelenses foram fechados por tempo indeterminado. E todas as companhias aéreas desviaram milhares de voos que passariam, ou teriam como destino, a região em conflito.
Por causa dos ataques entre Irã e Israel, o exército americano enviou dois navios de guerra para o Oriente Médio. Além da proteção aos israelenses, a Casa Branca visa resguardar suas bases militares, onde servem mais de 40 mil soldados.
No fim da tarde, e depois da retaliação do Irã contra Israel, a crise entre as nações inimigas foi debatida em uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York.
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