O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar controvérsia após anunciar mais uma reforma na Casa Branca — desta vez, em um dos banheiros anexos ao quarto de Abraham Lincoln, o presidente que liderou o país durante a Guerra Civil e o fim da escravidão.
A obra, realizada poucos dias após a demolição da ala leste da residência oficial, foi alvo de críticas de historiadores, arquitetos e opositores políticos, que apontam risco ao patrimônio histórico e questionam os altos custos da reforma.
Segundo fontes próximas ao governo, o banheiro foi totalmente remodelado com mármore importado e metais dourados, seguindo o estilo luxuoso que Trump costuma adotar em seus empreendimentos particulares. As imagens da nova decoração, que circularam nas redes sociais e na imprensa americana, dividem opiniões: enquanto apoiadores elogiam o resultado, críticos afirmam que o projeto descaracteriza o valor histórico do local.
Especialistas em conservação de patrimônio destacam que o quarto de Lincoln é um dos espaços mais simbólicos da Casa Branca, mantido com o máximo de fidelidade desde o século XIX. “Intervenções desse tipo podem comprometer a autenticidade de uma área que tem importância histórica e cultural imensurável”, afirmou um historiador ouvido pela imprensa americana.
As reformas de Trump na Casa Branca vêm sendo realizadas desde o início de seu novo mandato e já somam milhões de dólares em investimentos, pagos com recursos públicos. O governo não divulgou o custo total da obra, mas confirmou que as mudanças seguem “padrões de modernização e conforto exigidos pela atual gestão”.
A nova reforma reacende o debate sobre os limites entre preservar a história e adaptar espaços de poder, especialmente em um prédio que é símbolo da democracia norte-americana.
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