A caminho da Malásia, Donald Trump disse que deve se encontrar com Lula neste domingo (26). O presidente americano indicou que pode reduzir as tarifas contra as exportações do Brasil – a expectativa é que o encontro aborde, principalmente, a sobretaxa de produtos como café, aço, carne e soja, alvos de tarifas de 40%.
Já no avião, a caminho de Kuala Lumpur para a Cúpula de países do Sudeste Asiático, Donald Trump foi questionado por jornalistas se a reunião com Lula vai acontecer.
Jornalista: "Você se encontrará com o presidente do Brasil nesta viagem, ele está indo para a ASEAN"
Trump: "Acho que vamos nos encontrar, sim. Nos encontramos brevemente nas Nações Unidas, pouco antes de eu ir. E não havia teleprompter. Eles não deixaram meu teleprompter funcionar. E aquele? Mas fiz um bom discurso mesmo assim. Boa viagem a todos."
Jornalista: "Você está aberto a reduzir as tarifas sobre o Brasil?"
Trump: "Sim. Nas circunstâncias certas, claro”.
Lula diz estar otimista por solução
Lula, que já está na Malásia para o mesmo evento, disse estar otimista por uma solução, “olha, na verdade eu espero que role, eu vim aqui com disposição para que a gente possa encontrar uma solução”.
Questionado sobre ceder exigências de Trump, Lula afirmou: “não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda, vamos colocar os problemas na mesa e tentar encontrar uma solução”.
A reunião vem sendo costurada desde setembro, quando Lula e Trump se encontraram por alguns segundos nos bastidores da Assembleia Geral da ONU. No início do mês, eles conversaram durante meia hora por telefone. E na semana passada, o chanceler Mauro Vieira se reuniu com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na Casa Branca.
A diplomacia brasileira está bastante otimista com o encontro de logo mais entre Lula e Trump aqui na Malásia. Entendem que as últimas ações do presidente americano deixam claro o interesse em avançar nas negociações das tarifas impostas aos produtos importados do Brasil.
Nas tratativas, há a possibilidade de uma ampliação de investimentos de empresas brasileiras nos EUA, que podem chegar a 7 bilhões de dólares. Além de acordos para empresas americanas explorarem as chamadas terras raras no Brasil.
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