Jornal da Band

Trump promete retaliação contra o Irã após morte de soldados em bombardeios

Uma soldado de 19 anos e um tenente de 25 anos foram mortos após um ataque iraniano a uma base americana na Jordânia; forças americanas lançaram ataques contra instalações nucleares dos persas

EDUARDO BARÃO

20/07/2026 • 20:54 • Atualizado em 20/07/2026 • 20:54

Donald Trump

Donald Trump

REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom contra o Irã e prometeu retaliar os persas após a morte de três militares americanos em ataques a uma base militar na Jordânia.

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O Pentágono identificou dois dos militares mortos. As vítimas são a soldado Isabella Gonzales, de 19 anos, do Texas, e um primeiro-tenente de 25 anos, do Havaí. Um terceiro militar morreu no Iraque após ser atingido por um drone.

Em publicação e também em declarações a jornalistas, Trump afirmou que os recentes bombardeios americanos representam uma homenagem aos "três grandes patriotas" mortos no Oriente Médio. O presidente também disse que o Irã pagará "muitas vezes" sempre que provocar a morte de um militar dos Estados Unidos.

Como resposta, forças americanas atacaram a instalação nuclear de Darkhovin, no sudoeste do Irã. A usina ainda está em construção e, segundo as informações divulgadas, não houve vazamento de material radioativo após o bombardeio.

Em meio ao aumento da tensão, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) reforçou a presença militar na região com o envio de mais caças para o Oriente Médio, diante dos temores de um conflito regional prolongado.

Em outra frente, os Houthis, grupo apoiado pelo Irã que controla parte do Iêmen, anunciaram a intenção de impor um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos. A ameaça envolve navios que passam pelo Estreito de Bab al-Mandeb, corredor que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico.

A região é estratégica para o comércio internacional. Cerca de 12% do transporte marítimo mundial passa pelo estreito, incluindo parte significativa das exportações de petróleo do Oriente Médio para a Europa e a Ásia.

Caso o bloqueio seja colocado em prática, embarcações poderão ser obrigadas a contornar o continente africano, aumentando o tempo e o custo das viagens e pressionando ainda mais os preços do petróleo.