O governo federal oficializou a escolha da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado. A parlamentar substitui o senador Jaques Wagner, que deixou o posto após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada ao caso Master.
A articulação política agora depende da capacidade da senadora em reconstruir os canais de diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A aposta do governo reside no perfil conciliador da parlamentar, que possui bom trânsito entre os pares, incluindo uma interlocução considerada positiva com a cúpula do Senado.
Primeiros desafios: escala 6x1 e segurança
A missão imediata de Teresa Leitão na liderança do governo envolve a gestão de matérias que geram alta repercussão social e política. Um dos principais obstáculos é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa ao fim da jornada de trabalho de seis dias de trabalho para um de descanso. O texto permanece fora da pauta por decisão de Alcolumbre, que mantém cautela quanto aos impactos políticos e econômicos da discussão.
Além da pauta trabalhista, a nova líder terá o desafio de articular a aprovação da PEC da Segurança Pública. A proposta é considerada uma prioridade estratégica para o Palácio do Planalto, que busca responder às demandas populares pelo combate à criminalidade, mas que também enfrenta resistências pontuais entre parlamentares da oposição e de bancadas independentes.
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