Os números de casos de dengue são bem menores do que no ano passado, quando o Brasil passou pela pior epidemia da história. A preocupação é maior por causa da presença de uma linhagem do vírus que não circulava há mais de 15 anos.
Apenas neste ano, o Brasil contabilizou mais de 400 mil casos prováveis da doença e 160 mortes. Os números caíram em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados mais de 1 milhão de casos e mais de mil mortes em fevereiro.
O alerta se intensificou com a identificação de casos do sorotipo 3 do vírus, que não circulava no país há mais de 15 anos. Os estados com o maior número de casos são: Acre, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.
"Então, tendo uma grande quantidade de pessoas infectadas no ano passado, a reexposição a um novo sorotipo está sempre associada a uma possibilidade de casos quadros clínicos mais graves", explicou o infectologista Carlos Starling ao Jornal da Band.
Vacina
A vacina é importante nessa batalha contra a dengue, mas o público alvo do imunizante distribuído pelo SUS só contempla crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Na semana passada, o Ministério da Saúde autorizou que postos que tiverem com vacinas próximas ao vencimento ampliem a faixa etária para pessoas de 4 a 59 anos.
"É o combate ao vetor que geralmente reproduz em locais onde tem acúmulo de água…a proteção individual com o uso de repelentes, e uma preocupação principalmente com as pessoas mais vulneráveis. São idosos, crianças, que geralmente apresentam quadros clínicos mais graves", alertou o médico.
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