O presidente Lula anunciou, na entrevista a Band News, a Reynaldo Azevedo, uma linha de crédito de 30 bilhões, em apoio às empresas em tempos de tarifaço. E prometeu mais para depois.
A expectativa era essa, mas uma questão já colocada é como conjugar isso com a disciplina fiscal. Ali é perigo permanente, ilustrado pelos 10 por cento de júros acima da inflação.
Essa situação já dramática não permite que a preocupação fiscal fique de lado - o que significa que a ajuda do governo agora - como adverte o ex-presidente do BC - não pode ser como na pandemia, embora mais do que necessária.
A situação se agrava em vários aspectos com a incerteza que se espalha pelas empresas, que precisam planejar seus movimentos.
E se agravou mais, politicamente, com o cancelamento da conversa do secretário do Tesouro com Haddad, que contava com isso, depois das notas da embaixada americana, ameaçando ministros do STF.
E agora vem o relatório do Departamento de Estado, mantendo a mesma linha de acusações ao Brasil. Tudo isso ajuda a trancar a porta das negociações sobre o tarifaço que o governo brasileiro tenta abrir e deve continuar tentando.
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