Jornal da Noite

AC: cidades entram em situação de emergência após transbordamento de rios

Em Rio Branco, o Rio Acre supera a cota de transbordamento há cinco dias e atinge 12 mil pessoas; Sena Madureira também enfrenta situação crítica

ECIMAIRO CARVALHO

02/02/2026 • 23:02 • Atualizado em 02/02/2026 • 23:02

O estado do Acre enfrenta uma crise hídrica severa com nove municípios em situação de emergência devido às cheias dos rios. As cidades de Sena Madureira e a capital, Rio Branco, apresentam os cenários mais graves até o momento.

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Na capital acreana, o Rio Acre permanece acima da cota de transbordamento, estabelecida em 14 metros, há cinco dias consecutivos, resultando no alagamento de diversas ruas e avenidas.

De acordo com dados da Defesa Civil, a enchente já atinge 35 regiões diferentes. O impacto social é expressivo: cerca de 12 mil pessoas foram afetadas por este que é o terceiro transbordamento do Rio Acre em um intervalo de apenas 32 dias. No maior abrigo público do estado, 40 famílias permanecem alojadas após serem forçadas a deixar suas residências.

Monitoramento e redução do nível das águas

Apesar da gravidade do cenário nas zonas urbanas e rurais, o monitoramento realizado na tarde desta segunda-feira trouxe uma sinalização de mudança no comportamento das águas. O Rio Acre apresentou os primeiros sinais de vazante, o que pode indicar o início de uma redução gradual nos níveis de inundação, caso as condições meteorológicas colaborem nos próximos dias.

As ações de assistência seguem concentradas na distribuição de suprimentos e na manutenção dos abrigos temporários. As prefeituras das nove cidades em emergência aguardam o recuo total das águas para iniciar o levantamento de danos e a limpeza das vias públicas. O governo estadual mantém o alerta para as populações ribeirinhas, uma vez que o solo encharcado ainda oferece riscos de deslizamentos.

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