O governo do Acre decretou situação de emergência em todos os municípios do estado devido ao risco iminente de uma estiagem severa e de desabastecimento de água. Assinada pela governadora em exercício Mailza Assis (PP), a medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta segunda-feira (3) e terá validade de 180 dias, podendo ser revista conforme a evolução do cenário climático.
A decisão foi motivada por previsões meteorológicas que apontam temperaturas elevadas e baixos volumes de chuva entre os meses de agosto e novembro, panorama que pode ser agravado pela intensificação do fenômeno El Niño durante o segundo semestre.
Impactos e populações vulneráveis
Com a redução do nível dos rios, as autoridades estaduais demonstram preocupação com o isolamento e o abastecimento de comunidades vulneráveis. O coordenador da Defesa Civil do Estado, Coronel Carlos Batista, destacou que o foco das ações iniciais estará no atendimento a essas áreas.
"A nossa preocupação é justamente com os municípios isolados, principalmente as comunidades tradicionais, indígenas e ribeirinhas, que são os públicos mais afetados por uma seca severa e prolongada", explicou o Coronel Carlos Batista.
Articulação com a Defesa Civil Nacional
Diante do alerta, representantes da Defesa Civil Nacional desembarcaram no Acre para alinhar planos de resposta preventiva junto aos órgãos estaduais e municipais. Segundo Rafael Félix, representante do órgão federal, o estado é considerado prioritário no planejamento de combate à estiagem.
"O Acre é um estado prioritário porque, nos últimos três anos, a decretação de emergência envolveu praticamente todos os municípios. Sabemos que é uma região com um quadro crítico onde a resposta hídrica precisa ser muito acentuada", afirmou Rafael Félix.
Ações de combate e logística
Com a oficialização do decreto de emergência, o Poder Executivo estadual ganha agilidade para implementar medidas imediatas de apoio à população e de preservação ambiental. Entre as ações previstas estão:
- Abastecimento: Distribuição de água potável por meio de caminhões-pipa em regiões críticas;
- Suporte a isolados: Envio de insumos e assistência logística para comunidades ribeirinhas e indígenas;
- Queimadas: Reforço na fiscalização e no combate a incêndios florestais, comuns no período de seca.
A coordenação das operações e o monitoramento contínuo dos níveis dos rios ficarão a cargo da Defesa Civil do Estado em cooperação com as prefeituras locais.
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