Os Estados Unidos realizam uma série de ataques contra embarcações no Mar do Caribe, com o possível apoio da Agência Central de Inteligência (CIA), segundo especialistas das Nações Unidas. Analistas da ONU classificam as operações como possíveis violações de soberania e apontam que elas teriam como alvo barcos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas ligado à Venezuela e à Colômbia.
Desde o início de setembro, já são registrados seis ataques do tipo em águas internacionais, que resultam em pelo menos 27 mortes. Investigadores da ONU afirmam que as mortes configuram execuções extrajudiciais.
Washington alega que as ações são operações de defesa e combate ao narcotráfico, amparadas por leis internacionais de segurança. Por outro lado, líderes da Colômbia e da Venezuela afirmam que qualquer uso de força letal sem autorização dos países costeiros fere o direito internacional, reacendendo o debate sobre a crescente presença militar americana na região.
Tensão entre Petro e Trump agrava crise
A denúncia dos ataques ocorre em um momento de escalada na tensão diplomática entre os Estados Unidos e a América Latina.
Nesta semana, o presidente colombiano, Gustavo Petro, e o ex-presidente norte-americano Donald Trump trocam farpas após Trump se referir ao líder colombiano como um "traficante de drogas ilegal". Petro responde às acusações chamando o americano de "grosseiro e ignorante".
Em meio a esse cenário de atrito, o presidente colombiano reforça que seu país não participará de uma possível invasão à vizinha Venezuela. A posição de Petro sinaliza um distanciamento das políticas de intervenção regional e se soma à crítica sobre as operações militares dos Estados Unidos no Caribe.
Os ataques e as declarações elevam as tensões diplomáticas e colocam em foco a política de segurança dos Estados Unidos na América Central e do Sul. O Jornal da Noite segue acompanhando as reações internacionais.
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