Jornal da Noite

Bebê recebe coração danificado e tem novo transplante negado na Itália

Menino de 2 anos sofreu falência de órgãos após erro no transporte de órgão doador em dezembro; Promotoria italiana investiga negligência médica e logística

Da redação
DA REDAÇÃO

18/02/2026 • 22:48 • Atualizado em 18/02/2026 • 22:48

Um caso de suposta negligência médica envolvendo um bebê de apenas dois anos choca a opinião pública na Itália e mobiliza as autoridades judiciárias do país. A criança, que luta pela sobrevivência em estado gravíssimo, teve um novo transplante de coração negado por uma junta médica sob a justificativa de que seu quadro clínico geral está excessivamente deteriorado para suportar uma nova intervenção cirúrgica.

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O drama familiar começou em dezembro, quando o menino foi submetido a uma cirurgia de transplante cardíaco. No entanto, após o procedimento, constatou-se que o coração do doador havia sido gravemente danificado durante o transporte até o hospital. O erro logístico comprometeu a viabilidade do órgão, resultando em uma série de complicações sistêmicas imediatas para o paciente.

Complicações e falência múltipla de órgãos

Desde a realização do transplante malsucedido, o bebê permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), dependendo de aparelhos para respirar. A falha no funcionamento do coração danificado desencadeou um efeito cascata no organismo da criança, comprometendo seriamente o funcionamento dos pulmões, fígado e rins.

Diante do agravamento, a família buscou uma nova oportunidade de transplante, que foi oficialmente rejeitada pela equipe médica. Os especialistas alegam que, devido à falência múltipla de órgãos e à fragilidade extrema do paciente, uma nova cirurgia seria inviável e não apresentaria chances reais de sucesso, mantendo o menino em cuidados paliativos.

Investigação da Promotoria e responsabilidades

O caso ultrapassou os muros do hospital e chegou à esfera criminal. A Promotoria italiana instaurou um inquérito para investigar os responsáveis pelo transporte do órgão e os protocolos adotados pelo centro médico.

O foco da apuração é identificar em que etapa do deslocamento o coração foi lesionado e por que o dano não foi detectado antes da implantação no bebê.

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