
Banco Central
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Brasil oficializa seu apoio a Jerome Powell, presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve), unindo-se a um movimento internacional de defesa da autoridade monetária americana. A manifestação ocorre após a Casa Branca ameaçar Powell com uma acusação criminal, no âmbito de uma investigação conduzida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Powell é alvo de apuração por supostas declarações falsas relacionadas ao valor de uma reforma bilionária na sede do Federal Reserve, em Washington. O economista, no entanto, rechaça as acusações e afirma que o processo é uma forma de pressão política exercida pelo governo de Donald Trump para forçar uma redução na taxa de juros americana. Powell sustenta que as decisões sobre política monetária devem permanecer independentes e pautadas estritamente por dados econômicos, sem interferências externas.
Defesa da independência monetária e nota conjunta
Em um gesto diplomático e técnico coordenado, dirigentes de alguns dos principais bancos centrais do mundo publicaram uma nota conjunta expressando total solidariedade a Jerome Powell. Entre os signatários está Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil. O documento reforça que o episódio é visto com preocupação pela comunidade financeira internacional.
Na nota, as autoridades monetárias destacam que a independência dos bancos centrais não é apenas uma prerrogativa institucional, mas um "elemento fundamental para garantir a estabilidade econômica, financeira e de preços". Segundo o texto assinado por Gabriel Galípolo e seus pares, o isolamento de pressões políticas é essencial para que as decisões técnicas possam beneficiar a população a longo prazo, protegendo a economia de ciclos políticos imediatistas.
O apoio brasileiro sinaliza o alinhamento de Gabriel Galípolo com os princípios de governança defendidos pelas maiores economias globais, em um momento de tensão entre o poder Executivo e o Fed nos Estados Unidos. A situação segue em monitoramento pelos mercados internacionais, que veem na manutenção de Jerome Powell um pilar de previsibilidade para a economia global.
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