Jornal da Noite

Casal de argentinos é assaltado em quiosque na Barra da Tijuca (RJ)

Crime ocorreu no mesmo quiosque onde médicos foram assassinados em 2023; criminosos ignoraram câmera de segurança e posto da PM em frente ao local

CLARA NERY

03/02/2026 • 23:17 • Atualizado em 03/02/2026 • 23:17

Um casal de turistas argentinos, hospedado em um hotel de luxo, foi assaltado enquanto jantava em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O estabelecimento é o mesmo local onde, em outubro de 2023, três médicos foram mortos a tiros após um deles ser confundido com um miliciano da região.

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Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a dupla armada abordou as vítimas. Um dos criminosos roubou os pertences da mulher, enquanto o segundo revistou os bolsos do homem, subtraindo um cordão de ouro com violência e tentando levar o aparelho celular. A ação causou pânico entre os demais clientes presentes, que fugiram do local imediatamente ao perceberem a abordagem.

Insegurança e proximidade com monitoramento policial

A audácia dos criminosos chamou a atenção por ocorrer em uma área movimentada e exatamente em frente a uma tenda de apoio da Polícia Militar. No momento do assalto, entretanto, não havia equipes da corporação no posto. A suspeita é de que os assaltantes tenham monitorado a movimentação dos agentes para agir no momento em que a patrulha se ausentou da região.

Investigações indicam que a criminalidade na orla tem sido impactada pela expansão de facções criminosas de bairros vizinhos, como Jacarepaguá, em direção às áreas turísticas. O policiamento na Barra da Tijuca tem sido alvo de críticas devido à reincidência de episódios violentos em pontos específicos da Avenida Lúcio Costa.

Histórico de violência no local

O quiosque em questão ficou marcado nacionalmente pelo ataque a tiros ocorrido há cerca de três anos, que vitimou três médicos ortopedistas. Na ocasião, a Delegacia de Homicídios concluiu que o crime foi motivado por um erro de identificação, no qual um dos médicos foi confundido com Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, apontado como um dos chefes da milícia de Rio das Pedras.

Atualmente, a Polícia Militar afirma que realiza trabalhos de inteligência para identificar e prender grupos criminosos que estão agindo de forma sistemática ao longo das praias cariocas. Até o momento, os autores do roubo contra os turistas argentinos não foram localizados.