Jornal da Noite

Caso Henry Borel: Psiquiatra descreve Jairinho como 'perverso'

O julgamento, que ocorre no Rio de Janeiro, teve o depoimento de um assistente de acusação que traçou o perfil psicológico dos réus. Defesa de Jairinho consegue inverter ordem dos interrogatórios

Da redação
DA REDAÇÃO

28/05/2026 • 01:13 • Atualizado em 28/05/2026 • 01:13

O terceiro dia do júri popular do caso Henry Borel, nesta quarta-feira (27), foi marcado pelo contundente depoimento do médico psiquiatra Rafael Bernardon. Contratado pela assistência de acusação, o especialista traçou o perfil dos réus, detalhando comportamentos que chocaram o plenário.

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Segundo Bernardon, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, apresenta um "padrão repetitivo de abusos infantis e perversidade". O psiquiatra afirmou que Jairinho demonstrava sentir prazer ao infligir dor em crianças.

Em relação a Monique Medeiros, mãe de Henry, o médico apontou que ela negligenciava as necessidades do filho em favor de seus próprios interesses. O parecer, que já consta nos autos do processo, ressalta que Monique não afastou a criança da situação de violência, mesmo diante de sinais evidentes de agressão.

O júri popular, inicialmente previsto para durar uma semana, deve se estender por mais de dez dias, segundo estimativas do Ministério Público. Ao todo, 27 testemunhas devem ser ouvidas antes do veredito final.