Jornal da Noite

Operação da polícia no Rio de Janeiro mira chefes do tráfico; 4 são presos

Os suspeitos utilizavam as redes sociais para ostentar uma vida de luxo, com direito a viagens e exibição de dinheiro, além de posar armados com fuzis

ÁDISON RAMOS

06/08/2026 • 00:12 • Atualizado em 06/08/2026 • 00:12

Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (5) durante uma operação da Polícia Civil contra chefes do tráfico de drogas que atuam em comunidades da região central do Rio de Janeiro. Os suspeitos utilizavam as redes sociais para ostentar uma vida de luxo, com direito a viagens e exibição de dinheiro, além de posar armados com fuzis.

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Investigação revela rotina do crime e ostentação

Identificado como Anderson da Silva Pereira, o traficante conhecido como "Branquinho" é um dos principais alvos da operação nas comunidades do Fallet, Foguetheiro e Coroa. Nas publicações na internet, o grupo exibia imagens dos bastidores do crime, incluindo a preparação de drogas para a venda e comemorações por entorpecentes subtraídos de facções rivais.

Em uma das fotografias divulgadas durante as investigações, Branquinho aparece ao lado de Wesley Saturnino de Souza, conhecido como "WL", e Wagner Felipe Rodrigues, o "Philly". Os três são apontados pelas autoridades como gerentes do tráfico de drogas na região e integrariam um esquema liderado por Paulo César de Castro, conhecido como "Paulinho do Foguetheiro", que permanece foragido.

Ações policiais no Rio de Janeiro

Segundo levantamento da Polícia Civil, o roubo de veículos consolidou-se como uma das principais formas de financiamento das atividades criminosas na região. Em paralelo à ação civil, a Polícia Militar mobilizou duzentos policiais de diversos batalhões em comunidades controladas por facções criminosas.

Durante as diligências no Complexo da Maré, as equipes policiais localizaram uma gráfica clandestina utilizada para a fabricação de dinheiro falso, onde foram apreendidos equipamentos e grande quantidade de notas falsificadas prontas para comercialização em aplicativos de mensagens e redes sociais. Já na Vila Kennedy, na zona oeste da capital fluminense, os agentes apreenderam um detector de drones empregado pelos criminosos para monitorar a aproximação de forças policiais e de grupos rivais.