Jornal da Noite

Conflito entre Hamas e Israel completa dois anos com mais de 67 mil mortos

As conversas por uma outra trégua, dessa vez em Gaza, acontecem na cidade turística de Sharm el-Sheik, no Egito, banhada pelo Mar Vermelho

EDUARDO BARÃO

07/10/2025 • 09:23 • Atualizado em 07/10/2025 • 09:23

O ataque do Hamas e a reação de Israel, em 7 de outubro de 2023, completa dois anos nesta terça-feira (7). A guerra já matou mais de 67 mil pessoas, incluindo mulheres e crianças. Representantes israelenses e do grupo palestino estão no Egito tentando negociar o plano de paz, mas a tensão continua.

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As conversas por uma outra trégua, dessa vez em Gaza, acontecem na cidade turística de Sharm el-Sheik, banhada pelo Mar Vermelho. O encontro entre os líderes é indireto e mediado por Egito, Catar e Estados Unidos.

A prioridade nesta primeira fase é alcançar um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e viabilizar a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.

Negociações pelo cessar-fogo

Estima-se que 48 pessoas, capturadas no ataque terrorista de dois anos atrás seguem sobe o poder do Hamas. Destas, apenas 22 estariam vivas. Os palestinos concordam em devolver os reféns vivos e os corpos dos que morreram.

Em troca, Israel libertaria 1,7 mil cidadãos de Gaza, presos desde o início dos bombardeios, além de mais de 250 palestinos condenados à morte. O Hamas exige que, entre os detentos a serem soltos, estejam líderes palestinos, condenados à morte por atentados contra Israel, no começo dos anos 2000. A soltura desses prisioneiros já foi negada por Israel em negociações anteriores.

As reuniões no Egito são vistas como fundamentais para o plano de paz, apresentado pelo presidente americano Donald Trump. Além do cessar-fogo e libertação dos prisioneiros, o encontro deve discutir os passos iniciais de uma retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza.

Flotilha

Mesmo com as discussões em andamento, o fim de semana foi marcado por novos ataques de Israel, que mataram mais de 100 palestinos, em Gaza.

Apesar do otimismo da Casa Branca, diplomatas envolvidos nas discussões reconhecem que os pontos mais sensíveis da proposta de Trump devem gerar impasses nas próximas rodadas de negociação. Entre eles, a verificação do desarmamento do Hamas e o futuro controle de Gaza.