Jornal da Noite

Contaminações e mortes por metanol já foram registradas em outros países

No continente europeu, os casos de adulteração de bebidas alcoólicas que resultam em mortes são tratados judicialmente como homicídio doloso

Sonia Blota
SONIA BLOTA

03/10/2025 • 00:19 • Atualizado em 03/10/2025 • 00:19

A ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol continua a fazer vítimas fatais e a causar intoxicações graves em diversos países, alertando autoridades e organizações internacionais. Casos recentes em diferentes continentes ressaltam o perigo do consumo de destilados não fiscalizados ou de procedência duvidosa.

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Casos de intoxicação e mortes por metanol em diferentes países

No Laos, na Ásia, seis pessoas morreram no final do ano passado após participarem de uma festa em um hostel. As vítimas consumiram uísque e vodca que estavam misturados com metanol, uma substância altamente tóxica. O proprietário da pousada foi levado à delegacia para prestar depoimento sobre o caso.

Em Fiji, um destino turístico na Oceania, sete turistas passaram mal após beberem uma piña-colada servida em um hotel de luxo. Eles foram levados ao hospital e, após investigação, descobriu-se que o rum utilizado na bebida continha uma alta quantidade de metanol. Todos os turistas receberam alta médica.

As estatísticas sobre intoxicações e mortes por metanol mostram um cenário preocupante. Na Colômbia, a ingestão de bebidas adulteradas resultou em 11 mortes e 25 intoxicações registradas apenas neste mês. A Rússia também contabiliza 19 mortes pela mesma causa, após o consumo de vodca misturada com metanol.

Outros casos fatais de grande impacto recente incluem Turquia, com 23 mortes, e a Índia, onde 20 pessoas perderam a vida em maio devido à ingestão de bebida adulterada. Relatos de óbitos por envenenamento por metanol também surgem na Indonésia, especialmente nas ilhas de Sumatra e Bali. A ONG Médicos Sem Fronteiras alerta que centenas de casos de envenenamento são registrados todos os anos em nível global.

Diante do risco, a recomendação para turistas e moradores é de cuidado redobrado. As autoridades e especialistas de segurança recomendam evitar bebidas de cortesia em locais desconhecidos e conhecer a procedência e a reputação do estabelecimento onde se consome álcool.

Fiscalização e tratamento legal na Europa

A União Europeia mantém um dos sistemas de controle de álcool mais seguros do mundo e estabelece limites rigorosos para a presença de substâncias tóxicas, como o metanol, em bebidas alcoólicas. Cada país-membro possui órgãos de fiscalização próprios que realizam a coleta regular de amostras de bebidas em fábricas, distribuidoras e pontos de venda.

No continente, os casos de adulteração de bebidas alcoólicas que resultam em mortes são tratados judicialmente como homicídio doloso, reforçando a seriedade com que a segurança do consumidor é encarada.