A ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol continua a fazer vítimas fatais e a causar intoxicações graves em diversos países, alertando autoridades e organizações internacionais. Casos recentes em diferentes continentes ressaltam o perigo do consumo de destilados não fiscalizados ou de procedência duvidosa.
Casos de intoxicação e mortes por metanol em diferentes países
No Laos, na Ásia, seis pessoas morreram no final do ano passado após participarem de uma festa em um hostel. As vítimas consumiram uísque e vodca que estavam misturados com metanol, uma substância altamente tóxica. O proprietário da pousada foi levado à delegacia para prestar depoimento sobre o caso.
Em Fiji, um destino turístico na Oceania, sete turistas passaram mal após beberem uma piña-colada servida em um hotel de luxo. Eles foram levados ao hospital e, após investigação, descobriu-se que o rum utilizado na bebida continha uma alta quantidade de metanol. Todos os turistas receberam alta médica.
As estatísticas sobre intoxicações e mortes por metanol mostram um cenário preocupante. Na Colômbia, a ingestão de bebidas adulteradas resultou em 11 mortes e 25 intoxicações registradas apenas neste mês. A Rússia também contabiliza 19 mortes pela mesma causa, após o consumo de vodca misturada com metanol.
Outros casos fatais de grande impacto recente incluem Turquia, com 23 mortes, e a Índia, onde 20 pessoas perderam a vida em maio devido à ingestão de bebida adulterada. Relatos de óbitos por envenenamento por metanol também surgem na Indonésia, especialmente nas ilhas de Sumatra e Bali. A ONG Médicos Sem Fronteiras alerta que centenas de casos de envenenamento são registrados todos os anos em nível global.
Diante do risco, a recomendação para turistas e moradores é de cuidado redobrado. As autoridades e especialistas de segurança recomendam evitar bebidas de cortesia em locais desconhecidos e conhecer a procedência e a reputação do estabelecimento onde se consome álcool.
Fiscalização e tratamento legal na Europa
A União Europeia mantém um dos sistemas de controle de álcool mais seguros do mundo e estabelece limites rigorosos para a presença de substâncias tóxicas, como o metanol, em bebidas alcoólicas. Cada país-membro possui órgãos de fiscalização próprios que realizam a coleta regular de amostras de bebidas em fábricas, distribuidoras e pontos de venda.
No continente, os casos de adulteração de bebidas alcoólicas que resultam em mortes são tratados judicialmente como homicídio doloso, reforçando a seriedade com que a segurança do consumidor é encarada.
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