Jornal da Noite

Correios suspendem empréstimo após Tesouro Nacional reprovar taxa de juros

Taxa de 136% do CDI foi considerada alta demais para crédito com garantia do governo; a estatal busca R$ 20 bilhões para reestruturação

NATHÁLIA PASE

03/12/2025 • 01:22 • Atualizado em 03/12/2025 • 01:22

Correios suspendem empréstimo após Tesouro Nacional reprovar taxa de juros

Correios suspendem empréstimo após Tesouro Nacional reprovar taxa de juros

Reprodução/Jornal da Band

Os Correios suspenderam a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões que faz parte do plano de reestruturação da estatal. A suspensão ocorreu após o Tesouro Nacional, que atuaria como fiador da operação, considerar que os juros oferecidos aos bancos estavam muito altos.

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O Tesouro Nacional considerou a taxa de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) excessivamente alta para um crédito que conta com a garantia do governo brasileiro. Interlocutores do Ministério da Fazenda afirmam que o limite considerado aceitável para essa operação seria em torno de 120% do CDI.

A operação de crédito havia sido aprovada no último sábado, e o Tesouro Nacional entraria como fiador para honrar os pagamentos em caso de inadimplência por parte dos Correios.

A empresa de Correios já estima que o rombo em seu caixa no final do ano pode atingir R$ 10 bilhões.

Próximos passos e bancos envolvidos

Com a suspensão, os Correios devem apresentar uma contraproposta aos bancos envolvidos na operação, na expectativa de que aceitem os novos termos de juros.

Os bancos que participam da negociação são: Banco do Brasil, CitiBank, BTG Pactual, ABC Brasil, e Safra.

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