Jornal da Noite

Edson Fachin propõe contracheque único para magistrados; entenda

A proposta está agendada para ser votada na próxima terça-feira (26) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

NATHÁLIA PASE

23/05/2026 • 00:45 • Atualizado em 24/05/2026 • 09:17

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta para instituir o "contracheque único" para juízes de todo o país. O objetivo da medida é aumentar a transparência e o controle sobre os chamados "penduricalhos" — pagamentos extras que elevam a remuneração dos magistrados.

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A proposta está agendada para ser votada na próxima terça-feira (26) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Como funcionará o novo contracheque

O documento unificado visa proibir pagamentos paralelos ou complementares que não estejam claramente descritos. Com a nova regra, o contracheque deverá detalhar:

  • Salário base: A remuneração fixa dos magistrados.
  • Verbas indenizatórias: O detalhamento dos penduricalhos.
  • Pagamentos retroativos: Eventuais valores pendentes referentes a meses anteriores.

Além disso, a proposta prevê a criação de uma lista padronizada de nomenclaturas para cada tipo de verba, que deverá ser utilizada por todos os tribunais do país. A padronização tem como finalidade facilitar a fiscalização e a rápida identificação de eventuais irregularidades nos pagamentos.

Caso o CNJ aprove a medida, os tribunais terão um prazo de dois meses para se adequar às novas normas e implementar o sistema de contracheque único. A iniciativa busca maior rigor na gestão dos gastos do Judiciário e uniformização das informações fornecidas à sociedade.

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