Jornal da Noite

Escassez de combustíveis: países adotam medidas de emergência; entenda

Espanha e Coreia do Sul utilizam estoques estratégicos, enquanto nações europeias reduzem tributos para frear o impacto da crise energética nos postos

Da redação
DA REDAÇÃO

20/03/2026 • 01:15 • Atualizado em 20/03/2026 • 01:15

Diante de uma crise de abastecimento que pressiona a economia global, governos em diversos continentes adotam medidas drásticas para enfrentar a escassez de combustíveis e a escalada de preços ao consumidor final. Na Espanha, a estratégia envolve a liberação de 11,5 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas.

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O volume é projetado para garantir o consumo nacional por um período de doze dias, servindo como um amortecedor contra as altas ininterruptas registradas nos postos espanhóis.

Na Ásia, a Coreia do Sul elevou o nível de alerta para o status de "atenção". O governo de Seul já prepara a abertura de seus próprios estoques diante da queda acentuada na produção mundial da commodity. A medida busca estabilizar o mercado interno frente à imprevisibilidade do cenário internacional.

Reduções tributárias e intervenções no mercado europeu

Países europeus focam na desoneração para aliviar o impacto financeiro sobre os motoristas. A Itália oficializou um corte de 25 centavos por litro no valor dos combustíveis. No mesmo caminho, Portugal e Sérvia estruturam planos para redução de impostos sobre o setor energético.

Na Alemanha, onde o preço do diesel ultrapassou a marca de dois euros por litro após uma alta de 42 centavos, o governo discute medidas de controle de mercado. Uma das propostas em análise é limitar o reajuste de preços nos postos a apenas uma vez por dia, evitando flutuações extremas em curtos períodos.

Incerteza energética e o fator russo

O cenário de instabilidade é agravado pelas movimentações do Kremlin. A Rússia analisa a suspensão antecipada do envio de gás natural para a União Europeia, citando a "turbulência severa" gerada pelo conflito em curso. A possibilidade de interrupção no fornecimento torna o futuro energético do continente europeu cada vez mais imprevisível, forçando as nações a buscarem alternativas urgentes para garantir a segurança de seus sistemas.