Jornal da Noite

Europa planeja banir gás russo e aumenta defesa temendo conflito direto

Bloco europeu tenta reduzir dependência energética da Rússia e acelera preparativos militares após rejeição de plano de paz por Putin; conflito direto é admitido

FELIPE KIELING

04/12/2025 • 01:08 • Atualizado em 04/12/2025 • 01:08

A União Europeia (UE) eleva a preocupação com a defesa por causa da Rússia e intensifica os esforços para diminuir a dependência energética em relação à superpotência. Em uma medida aprovada pelo bloco, o plano prevê o banimento completo da entrada de gás russo no continente entre o final de 2026 e meados de 2027. Atualmente, a Europa ainda gasta cerca de 10 bilhões de euros por ano com a compra de gás russo.

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Essa movimentação ocorre em um momento de alta tensão. A Rússia rejeita um plano para o fim da guerra na Ucrânia, apoiado pelos Estados Unidos e pela União Europeia, classificando as demandas como inaceitáveis.

O presidente russo, Vladimir Putin, acusa a Europa de não desejar a paz e afirma estar pronto caso os vizinhos iniciem uma guerra. No entanto, um porta-voz do Kremlin ameniza o tom, dizendo que é errado afirmar que a Rússia rejeitou completamente o acordo e que ainda existe um longo caminho e espaço para negociação de um cessar-fogo.

Nesta quarta-feira, o Secretário-Geral da Otan acusou os russos de agirem ao lado de China, Coreia do Norte e Irã contra a ordem global estabelecida.

Preparação para Conflito Direto

Diante da enorme tensão com a Rússia, a Europa admite que um conflito direto pode acontecer nos próximos anos. Por essa razão, diversos países já começam a aumentar seus preparativos militares e investimentos em defesa.

  • França: O governo francês amplia contratos com a indústria de defesa e anuncia novos programas de recrutamento militar.
  • Reino Unido: O governo britânico aumenta o orçamento militar, estabelecendo como meta atingir 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em dois anos.

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