A União Europeia (UE) eleva a preocupação com a defesa por causa da Rússia e intensifica os esforços para diminuir a dependência energética em relação à superpotência. Em uma medida aprovada pelo bloco, o plano prevê o banimento completo da entrada de gás russo no continente entre o final de 2026 e meados de 2027. Atualmente, a Europa ainda gasta cerca de 10 bilhões de euros por ano com a compra de gás russo.
Essa movimentação ocorre em um momento de alta tensão. A Rússia rejeita um plano para o fim da guerra na Ucrânia, apoiado pelos Estados Unidos e pela União Europeia, classificando as demandas como inaceitáveis.
O presidente russo, Vladimir Putin, acusa a Europa de não desejar a paz e afirma estar pronto caso os vizinhos iniciem uma guerra. No entanto, um porta-voz do Kremlin ameniza o tom, dizendo que é errado afirmar que a Rússia rejeitou completamente o acordo e que ainda existe um longo caminho e espaço para negociação de um cessar-fogo.
Nesta quarta-feira, o Secretário-Geral da Otan acusou os russos de agirem ao lado de China, Coreia do Norte e Irã contra a ordem global estabelecida.
Preparação para Conflito Direto
Diante da enorme tensão com a Rússia, a Europa admite que um conflito direto pode acontecer nos próximos anos. Por essa razão, diversos países já começam a aumentar seus preparativos militares e investimentos em defesa.
- França: O governo francês amplia contratos com a indústria de defesa e anuncia novos programas de recrutamento militar.
- Reino Unido: O governo britânico aumenta o orçamento militar, estabelecendo como meta atingir 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em dois anos.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
