Jornal da Noite

Governador da Califórnia critica Trump na COP30 e defende protagonismo das cidades

Gavin Newsom afirma que governo federal abandonou pautas ambientais e destaca ações locais; Ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, aponta que 80% das emissões vêm dos municípios

Roberta Scherer
ROBERTA SCHERER

12/11/2025 • 00:56 • Atualizado em 12/11/2025 • 00:56

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, voltou a criticar a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o segundo dia da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Newsom afirmou que o governo federal norte-americano “abandonou qualquer questão que levou o mundo até este ponto”, classificando a postura como uma “abominação” e uma “desgraça”.

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A declaração de Newsom reforça o debate central do segundo dia da COP30, que destacou o protagonismo das cidades no combate ao aquecimento global. A defesa é que a mitigação dos impactos climáticos precisa, necessariamente, começar nos municípios.

Em contraste com a administração Trump, o governador da Califórnia enfatizou as ações locais de seu estado. Newsom ressalta que a Califórnia possui um movimento ambiental moderno e pioneiro na questão do carbono. O estado, que tem a quarta maior economia do mundo, utiliza diariamente fontes de energia limpa e renovável. Ele lamenta a postura federal, afirmando: “Eu não quero que os Estados Unidos sejam uma nota de rodapé na Conferência”.

O governador mencionou ainda que o movimento ambiental da Califórnia é histórico, tendo começado em 1967, na gestão de Ronald Reagan, então governador do estado.

Desafios dos Governos Locais na COP30

As discussões do segundo dia da COP30 levantaram os desafios enfrentados pelos governos locais para implementar medidas de mitigação e adaptação climática.

Em entrevista coletiva, o Ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, destacou que cerca de 80% das emissões de gases poluentes no Brasil vêm das cidades. No entanto, o ministro pontua que apenas uma pequena parte do orçamento destinado à mitigação global chega de fato a essa população.

A CEO da conferência, Ana Toni, também participou do debate e salientou acordos firmados que envolvem a destinação de 20 milhões de reais do orçamento para o programa de Água Limpa na América Latina.

O consenso na conferência é que, embora as cidades sejam as maiores responsáveis pelas emissões, elas também representam a linha de frente e o ponto de partida essencial para a solução da crise climática. As discussões seguem com o foco em como ampliar o acesso dos municípios a financiamentos e tecnologias sustentáveis.

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