
Polícia do Rio de Janeiro
Reprodução/Agência Brasil
Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de Ricardo Lopes de Araújo, de 32 anos, apontado pelas autoridades como um dos maiores hackers do país. Conhecido pelo apelido "Dom", ele foi localizado em um apartamento no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro, após oito meses de investigação. Ricardo é acusado de fraudar o próprio alvará de soltura para fugir de uma unidade prisional em Belo Horizonte, além de facilitar a fuga de outros detentos.
O suspeito desembarcou nesta quarta-feira no aeroporto da Pampulha, na capital mineira, sob forte esquema de segurança. Ao lado dele, foi preso o comparsa Matheus Felipe, que também teria participado das invasões aos sistemas do Judiciário de Minas Gerais. A dupla, considerada de alta periculosidade, foi transferida de helicóptero para o Departamento Estadual de Operações Especiais (DEOESP).
Esquema criminoso e prejuízo milionário
As investigações detalham que o grupo liderado por Ricardo Lopes de Araújo atuava de forma sofisticada na manipulação de dados oficiais. Os criminosos eram capazes de incluir ou retirar mandados de prisão, emitir alvarás de soltura falsos e realizar o desbloqueio irregular de bens apreendidos pelo Estado. O delegado Leandro Matos Macedo afirma que o grupo realizou diversas outras fraudes financeiras e operacionais no sistema.
O impacto das atividades criminosas é expressivo: a polícia estima que o grupo tenha causado um prejuízo de R$ 40 milhões aos cofres públicos e à iniciativa privada. Além das perdas financeiras, a atuação do hacker resultou na soltura indevida de 12 presos, o que comprometeu a segurança pública e o andamento de processos criminais no estado.
Atuação técnica e perfil do suspeito
Para o delegado Marcus Vinícius Lobo, Ricardo não é apenas um criminoso comum, mas um dos maiores especialistas em invasão de sistemas do Brasil. A habilidade técnica do hacker permitia que ele transitasse por camadas protegidas da rede estadual, alterando documentos de fé pública sem levantar suspeitas imediatas.
A prisão encerra um ciclo de buscas que se estendeu por quase um ano, desde que a fraude no sistema prisional foi detectada. Os investigadores agora trabalham para identificar outros possíveis beneficiários do esquema e rastrear o destino dos valores desviados.
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